CPT - Centro de Produções Técnicas

Produtores de queijo de Sanharó, no Agreste pernambucano, estão passando por dificuldades para manter a fabricação. Um dos motivos é a seca, outro seria a venda de forma irregular por parte daqueles que não têm registro para comercializar o produto. Iris Avelino é proprietária de um laticínio. Para ela, a venda de queijos de forma irregular seria menor se houvesse mais controle. "A fiscalização não existe, uma fiscalização efetiva nas feiras, e isso prejudica porque nós não podemos concorrer. É uma concorrência desleal, a gente que paga todos os impostos, prima pela qualidade do nosso produto", destaca. De acordo com a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro), os produtos são vistoriados regularmente. "Nunca deixamos de fiscalizar. A fiscalização nossa não é muito grande porque a gente tem deficiência de pessoal. E existe a possibilidade de um concurso público para contratar mais gente. Este ano já houve algumas apreensões e a gente continua fiscalizando e autua quem está de forma irregular", explica o gerente regional da Adagro em Belo Jardim, Benito Caraciolo. Outro fator que atrapalha a produção de leite na região é a seca. Os criadores foram obrigados a diminuir a quantidade do gado, como o pecuarista Raimundo Batista. Ele tinha 150 animais e precisou se desfazer de 30. "A ração sobe e o leite baixa, aí a gente tem que vender. Tirava 500 a 600 litros por dia. Hoje, [tiramos] 300, trezentos e pouco. Uma queda grande", lamenta.

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