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Favorecida principalmente pelo desempenho das operações internacionais, a BRF fechou o segundo trimestre com um lucro líquido de R$ 354,4 milhões (atribuído aos sócios da empresa controladora), um aumento de 32% na comparação com o resultado de R$ 267 milhões reportado pela companhia em igual intervalo do ano passado. Em teleconferência com jornalistas, o vice­presidente de finanças e relações com investidores da empresa, Augusto Ribeiro Junior, destacou o desempenho no Oriente Médio, já refletindo as aquisições feitas pela BRF na área de distribuição. Além disso, o dólar mais valorizado ante o real em relação ao segundo trimestre de 2014 também favoreceu o resultado da empresa. No Brasil, responsável por 50% do faturamento da BRF, a empresa também conseguiu melhores resultados, mesmo diante do cenário econômico mais delicado. Na avaliação de Ribeiro Junior, o melhor desempenho no Brasil é resultado da reestruturação feita pela empresa nos últimos dois anos. Para este segundo semestre, o executivo se disse "cauteloso", dado o cenário "possivelmente" mais deprimido para o consumo. A receita líquida da BRF também avançou no segundo trimestre e totalizou R$ 7,913 bilhões, alta de 12,8% sobre os R$ 7,015 bilhões do mesmo intervalo de 2014. Na mesma base de comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) aumentou 43,6%, passando de R$ 961 milhões para R$ 1,380 bilhão. A margem Ebitda registrou avanço de 3,7 pontos percentuais, subindo de 13,7% no segundo trimestre do ano passado para 17,4%. Considerando apenas o mercado doméstico, as vendas líquidas da BRF somaram R$ 3,958 bilhões, alta de 8% sobre os R$ 3,665 bilhões de igual período de 2014. A receita com as vendas dos produtos processados cresceu 15,2%, e o volume, 9,4% no período. Mas o lucro antes de juros e impostos (Ebit) com essas operações caiu 3,9% no trimestre, para R$ 389 milhões, afetado por despesas mais altas com a reestruturação da área comercial e maiores investimentos em marketing e trade marketing, segundo a companhia. No mercado externo, o destaque nas vendas da BRF foi na área que compreende Oriente Médio e África (MEA). Entre abril e junho, a receita líquida nessa região cresceu 29,3% na comparação anual, para R$ 1,499 bilhão. O Ebit saltou de R$ 4 milhões no segundo trimestre de 2014 para R$ 321 milhões no mesmo período deste ano. Também houve melhora nos resultados da Europa e da Ásia. A exceção foi a América Latina, afetada pela ausência de vendas à Venezuela, que atravessa grave crise econômica. Para o segundo semestre, Ribeiro Junior avaliou que não há espaço para reajustes de preços no Brasil. Apesar disso, afirmou que a BRF tem instrumentos para proteger suas margens. "Temos que ser mais seletivos em decisão de preços", acrescentou.

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