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O Ministério Público do Rio Grande do Sul deu "um passo além" ao deflagrar a quinta fase da Operação Leite Compensado em 10 cidades do Vale do Taquari e Vale do Sinos. A avaliação foi do subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais do MP, Marcelo Dornelles, que acompanhou os trabalhos, é reflexo da prisão nesta quinta-feira (8) de dois empresários e um funcionário de indústrias de leite. Até então, a ação tinha como alvo transportadores. Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão nas indústrias de laticínios Pavlat, cujo proprietário, Ércio Vanor Klein, foi preso, e Hollmann, que teve presos o dono, Sérgio Seewald, e o funcionário responsável pela política leiteira, Jonatas William Krombauer. O funcionário foi preso dentro da sede indústria. Os empresários, em suas residências. A ação também foi desencadeada contra transportadores. Foram expedidos mandados para a apreensão de 34 caminhões, o que ocorreria ao logo do dia. Por meio de escutas telefônicas, o MP constatou que as indústrias identificavam leite deteriorado e adquiriam por um preço mais baixo. Produtos como citrato, soda cáustica, bicarbonato de sódio e água oxigenada (peróxido de hidrogênio) eram adicionados para dar aspecto de novo ao produto. Desta forma, as empresas obtinham mais lucro, ou ao menos eliminavam o prejuízo por vender um produto que deveria ter sido descartado. Além disso, as indústrias também identificavam leite fraudado de transportadores, pois são obrigadas a terem laboratórios semelhantes ao do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Ainda assim, comercializavam o produto. <b>Primeira fase teve oito prisões</b> Em maio do ano passado, foi deflagrada a primeira fase da operação. Foram identificadas fraudes nos municípios de Guaporé, Horizontina e Ibirubá. Quinze pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público e oito foram presas. Destas, quatro estão em liberdade. Seis pessoas foram condenadas pela Comarca de Ibirubá. A sentença foi proferida pelo juiz Ralph Moraes Langanke em dezembro de 2013. Na ocasião, foi divulgado que o Mapa detectou formol no leite, substância presente na ureia que era adicionada ao leite cru pelos transportadores. Os condenados são: Paulo César Chiesa (dois anos e um mês de reclusão em regime semiaberto), João Irio Marx (nove anos e sete meses de reclusão em regime fechado), Angélica Caponi Marx (nove anos e sete meses de reclusão em regime fechado), Alexandre Caponi (nove anos, três meses e 12 dias de reclusão em regime fechado), João Cristiano Pranke Marx (18 anos e seis meses de reclusão em regime fechado) e Daniel Riet Villanova (onze anos e sete meses de reclusão em regime fechado). Segundo o MP, a primeira fase teve um grande impacto no comportamento dos fraudadores. Dados obtidos pela Receita Estadual mostram que, após maio do ano passado, produtores deixaram de comprar ureia para comprar peróxido de hidrogênio, soda cáustica e outras substâncias. Foram divulgados lotes inadequados para consumo das marcas Mu-Mu, Latvida, Italac e Líder.

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