CPT - Centro de Produções Técnicas

A qualidade do leite que chega à mesa do consumidor tem tudo a ver com um longo roteiro. Percorre o processo de ordenha, coleta, o transportador e a indústria. Todos estes detalhes constam da cartilha Boas práticas de transporte, elaborada e distribuída pelo Sindileite (Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás). Conforme o manual, "o transporte do leite resfriado da fazenda à indústria de laticínios é uma etapa fundamental na manutenção da qualidade desta matéria-prima. Desta forma, a indústria pode oferecer ao consumidor um alimento de alta qualidade", resume. Esse interesse pela qualidade advém do fato de que Goiás é um Estado essencialmente agropecuarista. Goiás é o quarto do ranking nacional, com cerca de quatro bilhões de litros anuais, ou seja, 11% da produção brasileira. O leite produzido aqui tem mercado assegurado em Brasília, São Paulo, Tocantins e outros Estados do Norte. Tido como um dos alimentos mais completos, o leite se constitui de vários componentes nutritivos. A sua composição varia em função da origem genética, estágio de lactação da matriz, idade, saúde do animal, alimentação fornecida ao rebanho, estação do ano e manejo da ordenha. O manual descreve como qualidade, o leite obtido de vacas saudáveis e bem alimentadas. No leite, o principal microrganismo encontrado é a bactéria. A quantidade de bactérias no leite é conhecida como CBT (Contagem Bacteriana Total). Aí entra uma série de fatores, desde infecções do úbere da vaca, refrigeração inadequada, equipamentos de ordenha higienizados em locais inadequados, má qualidade da água usada nos processos de higienização. O leite é uma mistura de diferentes componentes, entre os quais água, lactose, gordura, proteínas, minerais e outros. O conhecimento, a avaliação da composição e as suas características são usadas para avaliar se houve fraude. A rastreabilidade é uma exigência natural, atualmente. A indústria exige, mas também o consumidor final, a procedência dessa matéria-prima. A saúde pública também faz cobranças. Em decorrência dessas exigências de mercado, o produtor tem se mexido melhor, ao receber orientações do Sindileite, da Emater, do Senar, da Associação Goiana dos Criadores de Zebu, da Federação da Agricultura, da Organização das Cooperativas Brasileiras em Goiás, Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura e do Fundo para o Desenvolvimento da Agropecuária em Goiás. Papel vital do motorista O motorista exerce um papel vital na manutenção da qualidade do leite cru resfriado ou coletado na fazenda. Na realidade, cabe a ele conduzir com cuidados necessários o veículo de transporte, a coleta da amostra para análises e a tarefa de selecionar qual leite apresenta condições de coleta ou não. Por isso, deve se exigir completo treinamento desse profissional, para que ele tenha consciência de seu trabalho nas condições de higiene. Do motorista pode se exigir atestado de saúde ocupacional, extensivo naturalmente a outros funcionários que trabalhem com a cadeia leiteira. Mas, ao motorista, cabe a tarefa principal. A ele o fumo não é recomendado e é necessário que se apresente com boa aparência, ou seja, barbeado, cabelos e unhas aparados, vestindo uniforme completo ou roupas adequadas e limpas. Bebida alcoólica, nem pensar. Cabe a ele zelar pela qualidade ambiental, evitando a poluição do ar e no trânsito manter uma direção defensiva. A segurança nas estradas de terra deve ser dobrada e manter uma velocidade sem excesso. Ao motorista comporta verificar as condições do tanque isotérmico e tubulações, se eles são limpos, entre outros fatores correlatos. A cabine do caminhão é para o transportador de leite o seu local de trabalho. Deve, portanto, estar limpa e organizada. Finalmente o último recado da cartilha: o leite é um produto diferenciado. Igualmente diferenciado deve ser o profissional que o transporta.

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