CPT - Centro de Produções Técnicas

A cada ano pequenas propriedades rurais espalhadas pelo Brasil encontram na produção de frutas, hortaliças e outros gêneros alimentícios uma alternativa para aumentar a renda e tornar mais produtiva a vida no campo. Alguns, preferem transformar a propriedade em um refúgio para turistas, que pagam muito para viver em meio a natureza. Estas são apenas algumas das atividades geradas através da chamada agricultura familiar. Uma atividade que cresce com força e movimenta a economia de municípios de todo o país. Aliás, estima-se que mais de 60% de todos os alimentos produzidos no Brasil vem de pequenas propriedades. Em Nova Veneza a situação não é diferente. “Mais de 90 % das nossas propriedades é dedicada a agricultura familiar. Aliás esta é uma realidade catarinense e nacional realmente. Os gigantes do campo são poucos. Quem alimenta mesmo este país são os pequenos agricultores”, relata Evandro Boaroli, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Nova Veneza. Segundo ele, é a agricultura familiar que ainda garante a permanência do homem no campo. “Essa é ainda a grande alternativa para dar sobrevida aos nossos agricultores. A chamada agricultura familiar permite a diversificação da produção e com isso incrementa a renda no campo. Outro fator importante é o barateamento dos custos com o uso da mão-de-obra familiar”, argumenta. Mas os resultados positivos da agricultura familiar poderiam ser ainda melhores caso o governo criasse uma política agrícola eficiente. Sem programas de financiamento que permitam ao agricultor pagar suas dívidas e promover o melhoramento da produção a situação financeira dos pequenos no Brasil vivem em meio a altos e baixos. “Não temos uma política concreta. Com isso o agricultor é sempre incentivado a produzir cada vez mais, mas nunca tem qualquer garantia de preços. Estamos engatinhando nisso, mas quem sabe um dia possamos viver uma situação mais estável”, relata. Romilda Gava Duminelli, 55, é um exemplo. Moradora de São Bento Alto ela encontrou na produção de leite uma alternativa para incrementar a renda da propriedade. “Antes eu produzia queijo, mas a venda do leite in natura acabou se tornando mais interessante e há quatro anos optei por esta mudança”, explica. As 11 vacas das raças Jersey e Holandesa garantem uma produção diária que gira em torno de 100 litros. Produto que já tem destino certo. “Eu tenho toda a venda garantida. Temos um comprador que todos os dias passa e recolhe o leite”, detalha Romilda. Segundo ela, a atividade poderia ser ainda mais rentável, mas o preço pago ao produtor ainda está longe do ideal. “Recebemos R$0,51 por litro. Isso está bem longe do ideal. Afinal temos os custos com ração, energia,manutenção de equipamentos”, lembra.  Fonte: Portal Veneza, adaptado pela Equipe Milknet 16/06/2008

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