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Segundo o ranking – Global Dairy Top 20 -, que leva em conta o faturamento das empresas em 2013, a suíça Nestlé manteve o primeiro lugar com receita de US$ 28,3 bilhões. As francesas Danone e Lactalis tiveram, respectivamente, faturamento de US$ 20,2 bilhões e US$ 19,4 bilhões. Já a neozelandesa Fonterra, que também manteve o quarto lugar no ranking, faturou US$ 15,3 bilhões, segundo o Rabobank. A holandesa Friesland Campina guardou o quinto lugar, com receita de US$ 14,9 bilhões, seguida pela Dairy Farmers of America (US$ 14,8 bilhões). O Rabobank destaca algumas mudanças no ranking, reflexo do maior crescimento de algumas empresas. Esse é o caso, conforme a instituição, das chinesas Yili e Mengniu, cujas vendas avançaram 14% e 20% em moeda local graças aos ganhos de market share, aumentos de preços e melhora no mix de produtos e/ou aquisições. Elas tiveram faturamento de US$ 7,6 bilhões e US$ 7 bilhões, respectivamente. A Yili ficou entre as dez primeiras pela primeira vez ? no ano anterior estava em 12° ? enquanto a Mengniu subiu um posto no ranking alcançou o 14º lugar, impulsionada pelo crescimento orgânico e pela compra da Yashili. Outra empresa que o Rabobank destaca é a Dairy Farmers of America, que registrou crescimento de 22% nas vendas por conta dos preços firmes do leite, da fusão com a cooperativa DairyLea e da aquisição da Dairy Maid e da Oakhurst. A empresa se manteve em sexto lugar no ranking. Já a canadense Saputo subiu para o oitavo lugar no ranking com receita de US$ 8,8 bilhões (estava em nono no levantamento anterior), em parte, graças a recentes aquisições. Reflexo do critério de utilizar um câmbio comum para todas as empresas do ranking, as japonesas Meiji e Morinaga caíram no levantamento devido ao forte declínio no valor do yen. A Meiji faturou US$ 7,4 bilhões e ficou em 12º lugar e a Morinaga teve vendas de US$ 4,8 bilhões, caindo para o 20º lugar. Além do ranking, o Rabobank também analisa o cenário atual e as perspectivas para setor de lácteos. Segundo os analistas do banco holandês, diante de um mercado global em que muitas economias registram fraco crescimento e em que a restrição na oferta de leite no mundo afeta o crescimento das vendas de lácteos em mercados importantes, as maiores indústrias do segmento tiveram, nos últimos 18 meses, de “remar forte”, recorrendo a fusões e aquisições para crescer, reduzir custo e sustentar os lucros. No relatório assinado pelos analistas Tim Hunt e Saskia van Battun, a instituição diz que as gigantes do setor de lácteos terão de fazer aquisições ou firmar parcerias com mais companhias para sustentar as taxas de crescimento no futuro ? mesmo num contexto em que grandes negócios são improváveis. Conforme o Rabobank, aquelas que “abraçarem” novos negócios em seu portfólio conseguirão se manter bem posicionadas para sobreviver no atual ambiente do mercado. Para o Rabobank, 2013 foi desafiador para a indústria global de lácteos, na medida em que o faturamento do setor na maior parte dos países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) se manteve “estagnado”. Além disso, as melhores oportunidades disponíveis estavam nos mercados emergentes, mas esses mercados desaceleraram e, em geral, são mais difíceis de acessar, prossegue o banco. A valorização do dólar perante as moedas de países emergentes também impactou o faturamento das maiores empresas de lácteos do mundo. Isso prejudicou o negócios das empresas em países como Brasil, Argentina, Rússia, África do Sul e Venezuela ? mercados dos quais se espera crescimento no médio prazo. Do ponto de vista de custos, o ano de 2013 também prejudicou o setor, devido à alta expressiva do preço do leite no mundo, em grande medida impulsionado pela seca que atingiu a Nova Zelândia, maior exportadora de lácteos do mundo. E, a despeito de repassar a maior parte dos custos na aquisição de leite, a indústria mundial de lácteos teve dificuldades para registrar crescimento orgânico do faturamento e muitas tiveram que evitar uma deterioração das margens operacionais.

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