CPT - Centro de Produções Técnicas

A suíça Nestlé é a empresa de melhor reputação do Brasil, segundo a última pesquisa Brasil Reputation Pulse, elaborada pela consultoria americana Reputation Institute. O estudo considera as 100 maiores companhias em atuação no País, e aborda sete pontos que compõem a reputação de uma empresa: produtos e serviços; inovação; ambiente de trabalho; governança; cidadania; liderança; e desempenho financeiro. A pesquisa foi baseada em uma enquete online nas principais capitais brasileiras, que contou com a participação de mais de 6.600 pessoas de 18 a 65 anos. Segundo a pesquisa, a Nestlé se destacou em todas as dimensões: produtos e serviços (primeiro lugar); inovação (primeiro lugar); ambiente de trabalho (segundo lugar); governança (primeiro lugar); cidadania (primeiro lugar); liderança (segundo lugar); e desempenho financeiro (segundo lugar). No total, a companhia somou 82,1 pontos, à frente da Honda, com 80,6 pontos. O documento do Reputation Institute destaca o peso do setor de bens de consumo no ranking das 20 empresas mais bem posicionadas. Segundo a consultoria, o motivo é o próprio perfil de atuação dessas companhias, que fornecem produtos que satisfazem necessidades práticas de consumo dos indivíduos. “Ao se tornarem mais próximas dos consumidores, essas marcas geram relações de preferência e confiança, o que resulta em um vínculo emocional”, afirma o documento. O que chama a atenção, porém, é que, das 20 empresas que lideram o ranking de reputação, apenas sete são de capital nacional. A Natura é a mais bem colocada, em sétimo lugar, com 77,1 pontos. As demais são: BRF (12º lugar, 74,8 pontos); Lojas Americanas (14º lugar; 71,6 pontos); Grupo Votorantim (15º lugar; 71,4 pontos); Ipiranga (16º lugar; 71 pontos); Caixa Econômica Federal (17º lugar; 70,4 pontos); e Ambev (19º lugar; 69,1 pontos). Lição de casa Para Marcus Dias, diretor do Reputation Institute no Brasil, alguns aspectos ainda pesam sobre as empresas de capital nacional e dificultam sua ascensão a posições mais elevadas do ranking. O primeiro são os próprios setores em que as maiores companhias nacionais atuam. Como a amostra é tirada das 100 maiores empresas em operação no País, o grupo de brasileiras apresenta uma concentração em setores da indústria de base, como óleo e gás e mineração. “São setores que, tradicionalmente, possuem uma reputação menos forte que áreas como bens de consumo”, afirma Dias. Além disso, alguns aspectos que formam a reputação das companhias ainda podem melhorar no País. Um deles é a governança das empresas brasileiras, não necessariamente interpretada como a governança técnica, que o mercado de capitais avalia, como a qualidade do conselho de administração. “Essa governança é mais relacionada ao grau de ética, transparência e organização das empresas”, diz o executivo. Segundo Dias, até 2008, a maior preocupação dos consumidores brasileiros era com ações de cidadania das empresas. Com a crise global, a comunidade passou a se preocupar mais com aspectos de governança. “As pessoas passaram a se perguntarem se as empresas agem de modo ético e transparente”, diz. “Elas realmente entregam os resultados que divulgam?” Dias também lembra que não há atalhos para melhorar a reputação de uma companhia. O mais óbvio, investir em campanhas publicitárias para polir a imagem, tem um alcance limitado. “É preciso que a empresa apresente coerência entre o que diz para o público e o que faz”, afirma. “O que ela diz é a sua marca; como ela é percebida pelos consumidores é a sua reputação”. Segundo o executivo, a Natura construiu sua reputação justamente ao lidar bem com uma questão cara aos brasileiros: a sustentabilidade e o meio ambiente. Cultivar uma boa reputação não é apenas um luxo de imagem: trata-se também de um bom negócio. Segundo o Reputation Institute, as empresas mais bem colocadas no ranking são também as que recebem mais apoio do público em três aspectos: recomendação da marca para terceiros; disposição para comprar os produtos da empresa; e interesse em trabalhar nela. A Nestlé, líder do ranking, por exemplo, teria seus produtos recomendados por 88,5% dos entrevistados; 91,1% deles comprariam seus produtos; e 83,5% têm interessem em trabalhar lá. “A reputação também é forte elemento de competitividade, porque mede sua capacidade de mobilizar todos ao seu redor”, diz Dias.

Banner CHR Hansen 2020

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here