CPT - Centro de Produções Técnicas

As organizações precisam se adaptar rapidamente às mudanças sociais, econômicas e principalmente tecnológicas para serem produtivas, competitivas e perenes neste mundo globalizado. Sem isso, perdem mercado, a competitividade, o lucro e morrem. No entanto, as organizações são compostas por pessoas e são elas tanto os próprios agentes de mudança, quanto os que sofrem este mesmo processo. O homem tanto promove como sofre a mudança. Novas circunstâncias criam novas necessidades e exigem outro tipo de resposta ou de comportamento para que haja adaptação. Mudar pode significar romper com um modelo aprendido ou retirar uma determinada cena e inserir outra. Mas isso exige tempo. As mudanças não são repentinas. O processo de mudança implica na conscientização de uma falta, motor para a busca daquilo que poderá preencher esta falta. Contudo, quando nos deparamos com esta falta, quando percebemos que ainda não desenvolvemos os instrumentos ou competências necessárias para a mudança, entramos no que chamamos de crise. Assim, mudança e crise são conceitos interdependentes. A impossibilidade de se lidar adequadamente com a mudança gera uma crise muito maior e pode levar o profissional ao estresse excessivo e destrutivo. Os valores e experiências são repensados e questionados podendo possibilitar uma mudança ou uma paralisação. Às vezes podemos nos permitir desafiar nossos preceitos, aventurar, mas isso exige uma atitude de humildade para aprender. No entanto, há também o medo da perda da situação já conhecida e medo ao ataque da nova situação, do desconhecido. Estas ansiedades, geradas pelo processo de crise, pela sua intensidade podem produzir resistência à mudança, ou seja, tendência a repetir velhos padrões de comportamento na tentativa de diminuir as ansiedades. Nas empresas, como na vida, algo paralelo existe. O medo de mudar, ou apelo excessivo para a mudança, são sempre perigosos e tendentes à criação de conflitos que, na essência, revelam a precariedade da adaptação. As formas veladas ou declaradas de resistência à mudança são em essência, um efeito das deficiências de adaptação; o gosto pelas mudanças radicais é, no fundo, tentativa de solução fácil para realidades incomodas; e as empresas mal adaptadas, diante da realidade para as quais não se prepararam, estarão em crise. Na vida empresarial, como na vida humana, os momentos mais significativos são precedidos por crises. Enquanto essas crises se realizam, são difíceis de serem percebidas, geram ansiedades e tornam-se difíceis de compreender. Depois, superadas e refeito o equilíbrio, quando examinadas, mostram inevitáveis passagens obrigatórias. Podemos, contudo, a partir da compreensão da natureza e função das crises, manejar os processos de mudança planejando a sua dinâmica, e cuidando para tirar o melhor proveito das situações, tanto quanto diminuir os seus riscos. Maria de Lourdes Begosso Renascença Consultoria em Recursos Humanos www.renascencarh.com.br e-mail: [email protected]

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