CPT - Centro de Produções Técnicas

ma medida protetiva do governo pernambucano pode provocar crise entre os produtores que integram a Bacia Leiteira alagoana. Com a criação de uma taxa extra de 6% na alíquota do ICMS para fabricantes que compram leite em outros estados, a produção de leite daqui, que desde 2011 é vendida in natura para Lactalis com sede na cidade de Bom Conselho, vai ser diretamente prejudicada.

De acordo com os produtores, ao todo são adquiridos do Estado 120 mil litros, enquanto em Pernambuco a empresa comprava a metade, 60 mil litros, mas, por pressão dos produtores pernambucanos, a regra deve se inverter, o que tem preocupado as lideranças do setor leiteiro alagoano.

Os produtores se reuniram com os deputados alagoanos na semana passada, a fim de que eles intermedeiem um encontro com o governo do Estado para evitar o pior, já que, mantida a nova regra, não terão a quem vender o excedente da produção.

Segundo o presidente da Comissão de Agricultura da ALE, deputado Yvan Beltrão (PSD), o governo deve apoiar o pleito dos produtores.

“Todos os deputados estão reunidos para ajudar os produtores no que for preciso e vamos levar seus pleitos ao governador Renan Filho (MDB). Tenho certeza de que o governo não vai deixar os produtores na mão e vamos conseguir melhorar as condições de trabalho”, prometeu Yvan.

A articulação para o encontro com o governo deve ocorrer ainda esta semana, já que os representantes têm pressa por uma saída.

Segundo o presidente da Câmara Setorial, André Ramalho, a maior preocupação é com as perdas que podem afetar o setor, já que, no momento, não há como o excedente da produção ser absorvido. “Isso é prejudicial para nós, porque não temos para onde fornecer esse excedente”, destacou André.

Ele revelou também que os produtores pernambucanos têm feito tratativas com a Lactalis para que aumente a compra de leite produzido por eles. A proposta do setor é que haja uma mediação entre os dois estados, já que ambas as bacias leiteiras “sempre se ajudaram mutuamente”.

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