CPT - Centro de Produções Técnicas

Aumento da produção diária de 100 para 600 litros de leite, no período de um ano, mantendo o mesmo rebanho. O resultado obtido por Juraci Ferro, que há 15 anos trabalha na bovinocultura de leite em Glória de Dourados, apareceu depois que o produtor recebeu e implantou novas diretrizes de produção repassadas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). A trajetória de Ferro começou quando participou de um seminário realizado para um grupo de produtores atendidos pela Agraer – Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural em 2010. Com apoio do Sindicato Rural de Glória de Dourados, um grupo de 12 produtores começou a receber assistência técnica do programa ATER Mais Leite. “O instrutor do Senar mostrou que mudanças básicas no manejo seriam suficientes para mudar a minha produção diária. A primeira ação foi passar a ordenhar as vacas duas vezes ao dia, investir no plantio de pastagens e equilibrar a quantidade de ração oferecida. Com isso comprovei a diferença na produção e agora pretendo chegar a 670 litros diários”, acrescenta. Localizado na região Sul do Estado, o município de Glória de Dourados é responsável por 1,2% da produção total de leite de Mato Grosso do Sul, segundo dados divulgados pela Produção Agrícola Municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2013, com mais de 11 milhões de litros produzidos anualmente. O presidente do Sindicato Rural, Edgar Yamato, reforça que o município é referência na bacia leiteira com uma produção que chega a um milhão de litros/mensal, destinados a laticínios no estado do Paraná. “Glória de Dourados tem um histórico de pequenas propriedades que investiram na produção leiteira e hoje vendem o produto para laticínios locais e de outros Estados. Ainda assim, como em qualquer atividade, apresentava gargalos e por isso decidimos acionar o Senar/MS”, explica. Yamato avalia que o programa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Senar já modificou a realidade de vários produtores, principalmente os que têm poucas condições de investir em aquisição de matrizes ou contratar funcionários. “A maioria trabalha com a família para ter condições de obter mais lucro. A maior transformação verificada sentida foi na gestão da propriedade, eles começaram a contabilizar e controlar os gastos com a produção, por isso estão muito animados”, finaliza. Para Valdir José da Silva, proprietário de uma área de 15 hectares e vizinho de Ferro, a mudança também foi positiva. Ele conta que os conhecimentos recebidos nas visitas do instrutor impactaram na produção, que passou de 300 para quase 500 litros. “Os cursos do Senar foram importantes para que eu entendesse detalhes que muitas vezes deixava de lado. Participei de cursos, modifiquei o manejo diário e hoje produzo mais com a mesma quantidade de animais”, comemora. Questionado sobre os planos para o futuro, Silva confidencia que pretende investir na compra de mais animais. “Estou adotando as orientações e percebi que para crescer é preciso também se dedicar e falo isso para meus amigos: temos que sair do comodismo e aprender mais. Meu próximo objetivo é investir em melhoramento genético”, afirma o produtor.

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