CPT - Centro de Produções Técnicas

Investigada na terceira fase da operação Queijo Compensado, deflagrada nesta quinta-feira (2), a distribuidora Latteria teve o proprietário preso em casa, na cidade de Antônio Prado, na Serra do Rio Grande do Sul. Na ocasião, um fiscal da Vigilância Sanitária do município também foi notificado pelo Ministério Público por ter avisado, na quarta-feira (1), que haveria a ação na cidade. O funcionário, que prestou apoio na operação, ligou para o proprietário logo após ter sido informado sobre a solicitação de apoio, segundo o promotor de Justiça Mauro Rockenbach. Escutas comprovaram o contato. &quot;Ele ligou para o alvo ontem [quarta-feira] e disse que amanhã [quinta-feira] haveria uma visita na cidade com o Ministério Público e a Brigada Militar. Perguntou como estava tudo e informou que a operação poderia visitar a empresa com a polícia&quot;, disse o promotor Rockenbach ao G1. &quot;Ele avisa da presença da fiscalização, dá informação para o investigado limpar o prédio e tirar os produtos vencidos&quot;, acrescentou à RBS TV. O Ministério Público obteve a informação de que, na noite de quarta-feira, uma grande quantidade de queijo foi levada da sede da distribuidora para outro local. O fiscal foi notificado durante a ação. Ele será investigado pelos crimes de quebra de sigilo e participação em organização criminosa. O depoimento dele foi marcado para a próxima semana, em Porto Alegre. Já o dono da distribuidora foi preso em flagrante com uma espingarda, e também pelo crime de manter em depósito produto impróprio para consumo. O G1 não conseguiu contato com a empresa. A reportagem da RBS TV, que acompanhou o cumprimento dos mandados na cidade da Serra, tentou ouvir o dono da distribuidora e o fiscal da Vigilância Sanitária, mas nenhum deles quis falar. <b>3ª fase de operação combate adulterações e sonegação de impostos</b> Além do proprietário da Latteria, outras quatro pessoas foram presas na operação desta quinta-feira (2) em sete cidades gaúchas. As buscas ocorreram em fábricas, depósitos e sedes de empresas localizadas nas cidades de Porto Alegre e Canoas, na Região Metropolitana; Carlos Barbosa e Antônio Prado, na Serra; Constantina e Sarandi, no Norte; e em Tenente Portela, no Noroeste do estado. São investigadas as marcas de queijo Luza, de Constantina, Valparadiso, de Carlos Barbosa, Taurino Laticínios, de Tenente Portela e Latteria, de Antônio Prado. Contatadas pelo G1, somente a Taurino Laticínios foi localizada pela reportagem. Por telefone, informou que &quot;não tem o que temer&quot; e o que os investigadores estavam no local &quot;levantando dados&quot;. As investigações apontam irregularidades em laticínios, como adição de amido de milho no queijo, que é utilizado para mascarar uma colocação menor de leite do que é exigido pelas normas. Empresas que possuem permissão para comercializar apenas dentro do município em que são fabricados os produtos foram flagradas vendendo clandestinamente em outros municípios. Somente em Canoas, a fiscalização apreendeu cinco toneladas de queijo estragado ou vencido. &quot;Estavam sendo reprocessados de forma que fossem encaminhados para os consumidores finais&quot;, contou o promotor de Justiça Gerson Moreira. A Receita Estadual, que também integra a operação, constatou sonegação de R$ 2 milhões em impostos sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS). A irregularidade tributária foi verificada a partir da venda de queijo e produtos derivados sem a emissão de documentos fiscais.

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