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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) cumpriu quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão nesta quinta­feira no município de Esmeralda, no norte do Rio Grande do Sul, na nona etapa da operação Leite Compen$ado. A fraude flagrada desta vez foi a adição de água e bicarbonato de sódio para aumentar o volume e mascarar a deterioração do produto coletado sete dias após a ordenha, enquanto o prazo máximo permitido por lei é de 48 horas. Segundo o MPRS, que teve apoio do Ministério da Agricultura, da Secretaria da Fazenda do Estado e da Brigada Militar, quatro pessoas foram presas preventivamente e poderão responder por crime organizado e por adulteração de produto alimentício. Outras duas foram presas em flagrante por posse ilegal de arma. A operação Leite Compen$ado combate adulterações de leite produzido no Estado há dois anos. Entre os presos pela fraude está Márcio Fachinello, dono de uma transportadora que coletava entre 40 mil e 50 mil litros de leite cru por dia em vários municípios da região, informou o Ministério Público. Os outros três são funcionários da empresa. Em entrevista ao jornal “Pioneiro”, de Caxias do Sul, o empresário negou as irregularidades, mas disse que se os promotores “encontrarem alguma coisa, eu assumo”. O MPRS informou ainda que foram apreendidos quatro caminhões, além de sacas de bicarbonato de sódio usados para mascarar o leite impróprio para consumo e documentação que comprova a venda de produto com acidez elevada em função da deterioração. O Ministério da Agricultura vai verificar para onde o leite foi vendido e com que marca chegou aos consumidores.

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