CPT - Centro de Produções Técnicas

Produtores rurais e Ministério Público estão defendendo o fim da prática de atravessadores que negociam a compra e venda do leite no Rio Grande do Sul, o que seria uma alternativa para minimizar os núcleos fraudadores do produto no estado. Conforme o presidente da associação que reúne a cadeia produtiva do leite gaúcho, o alto número de transportadores, que chega a 1,5 mil, dificulta a fiscalização. “Dentro do universo grande de transportadores, na verdade compradores, tu estás sujeito a esse ônus”, afirma o presidente da Associação Gaúcha de Laticinistas, Ernesto Krug. Os agricultores pedem que as indústrias se responsabilizem pelo recolhimento do produto, o que poderia diminuir as adulterações no alimento. Há dois anos, Raquel Bandera investiu na propriedade onde possui 21 vacas leiteiras. Ela adquiriu novas ordenhadeiras e melhorou a qualidade. Com as mudanças, conseguiu fechar contrato direto com a indústria. “Nossa propriedade preferiu vender leite pela qualidade, assim a gente sabe para onde vai, como vai ser embalado”, explica. “Aqui mesmo já tivemos oferta de atravessadores com propostas melhores, mas vale para o produtor pensar na qualidade do leite que vai ser enviado à indústria”, acrescenta. “Não só credenciar todos os transportadores, mas comprometer todas as indústrias que, tão logo seja identificado um transportador entregando leite adulterado, com algum problema, ela não recebe, comunica o Ministério da Agricultura, o Ministério Público e todas as demais indústrias”, afirma o promotor Mauro Rockenbach, responsável pelas investigações do MP. Na quinta-feira (8), o MP deflagrou a quinta fase da Operação Leite Compensado e prendeu dois empresários, donos de indústrias, além de um funcionário de uma das empresas.

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