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A primeira fase das investigações da Operação Leite Adulterado III foi concluída pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), nesta quarta-feira (29). Segundo o MPSC, 50 pessoas foram ouvidas nesta fase dos interrogatórios, que investiga empresas suspeitas de adulterar leite. Com a conclusão desta fase, as 11 pessoas que estavam presas foram liberadas. Em 10 dias de investigação foram realizados 16 interrogatórios dos investigados presos e mais 34 inquirições e interrogatórios entre testemunhas e outros envolvidos. O resultado foi encaminhado para a comarca da Justiça de Quilombo, no Oeste do estado. A prova dos autos deve ser analisada pela Secretaria da Fazenda Estadual, pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) e pelo Ministério da Justiça. A operação investiga 12 empresas, uma com sede na cidade de Iraí, no Rio Grande do Sul, e as demais em Santa Catarina. Destas, conforme o MP, pelo menos duas já foram interditadas pelo Ministério da Agricultura. Donos e gerentes desses laticínios e funcionários de transportadoras são suspeitos de fraudar a qualidade do leite adicionando produtos químicos como sódio puro, soda cáustica, citrato e peróxido sódio para alterar a validade original dos produtos. Outros produtos químicos com alto teor tóxico que alteravam a acidez e pH do leite também eram utilizados. De acordo com o Ministério Público, a investigação criminal apurou, ainda, que essas empresas vendiam o leite cru in natura para seis outras empresas de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Elas são citadas pelo Ministério Público. No entanto, apesar da compra, não há comprovação de que as indústrias que compraram os produtos adulterados estejam envolvidas com a fraude. Segundo o MPSC, elas podem ter adquirido o leite adulterado sem saber ou ter descartado, por exemplo. O Ministério da Agricultura vai rastrear os produtos para saber quais lotes foram utilizados e para quais mercados foram distribuídos. A Promotoria de Justiça da Comarca de Quilombo terá cinco dias para analisar as provas e apresentar denúncia-crime para início à fase judicial. De acordo com o Ministério Público, 11 pessoas permaneciam detidas com prisões preventivas e foram liberadas com a conclusão desta fase da investigação. <b>Investigações</b> O crime de adulteração do leite vem sendo investigado há seis meses pelo Gaeco, que já havia deflagrado as Operações "Leite Adulterado I e II", em 19 de agosto, que indiciou 48 pessoas. Destas, 22 foram detidas. Já as provas da investigação da Operação Leite Adulterado III serão encaminhadas ao juíz da comarca de Quilombo. Ele deve apresentar a denúncia pedindo o indiciamento dos envolvidos em até cinco dias. No dia 22 de outubro os nomes de 11 empresas envolvidas em adulteração de leite foram divulgados pelo Ministério Público. Cerca de 70 agentes do Gaeco e 12 fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária atuam na operação. Os trabalhos ocorrem em laticínios, queijarias, unidades resfriadoras e transportadores de leite.

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