CPT - Centro de Produções Técnicas

Belo Horizonte sediará, entre os dias 19 e 21 de novembro, o 1º Congresso Internacional da Raça Girolando e o 2º Congresso Brasileiro da Raça Girolando. O evento, que confirma a representatividade do segmento em Minas, vai abordar as evoluções da raça e das tecnologias desenvolvidas, o aprimoramento genético e informações atuais sobre o setor. O registro genealógico de animais da raça Girolando, oriunda do cruzamento entre as raças bovinas Gir e Holandês, vem crescendo significativamente nos últimos anos. De acordo com Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, que tem sede em Uberaba, na região do Triângulo, somente em 2014 as inscrições cresceram 19% frente a 2013, totalizando 106.371 animais inscritos no ano. Para 2015, a expectativa é de um número 15% superior. Minas Gerais é o Estado que concentra o maior rebanho da raça, representando 52% das inscrições totais, 1,5 milhão. Para o presidente da Girolando, Jônadan Hsuan Min Ma, os eventos têm o objetivo de atualizar os pecuaristas, promover a pecuária leiteira no Brasil e divulgar o potencial para o mercado internacional, uma vez que é esperada a participação de representantes de mais de 12 países. "Durante os eventos vamos discutir vários assuntos que são fundamentais para a evolução da raça Girolando e para a produção de leite no País e em Minas Gerais. Vamos abordar a importância do aprimoramento genético da raça, levar aos produtores informações atualizadas e de qualidade que permitam o aumento da produtividade e a melhoria dos resultados financeiros, vamos abordar as novas tecnologias desenvolvidas para o setor e discutir a importância de se investir na qualidade e sanidade da produção", anuncia. Características – Segundo os dados da Girolando, a raça é predominante na produção leiteira, respondendo por cerca de 80% do volume de leite gerado no País. As principais vantagens dos animais são a rusticidade, que permite a melhor adaptação ao clima brasileiro, e a alta produtividade. Para se ter ideia, a média produtiva de uma fêmea Girolando pode alcançar 4,6 mil quilos de leite por lactação de 305 dias, enquanto a média das fêmeas oriundas do cruzamento de outras raças fica em torno de mil quilos de leite por lactação. Em relação ao mercado para os produtos lácteos, de acordo com Min Ma, a maior atuação do Brasil e de Minas Gerais no mercado mundial do leite depende de importantes barreiras a serem superadas pelos pecuaristas. Os investimentos em qualidade, sanidade e na oferta regular da produção são considerados primordiais para a abertura de novos mercados e uma participação mais efetiva. "Apesar de o Brasil estar entre os cinco maiores produtores de leite do mundo, o País enfrenta problemas sérios que impedem a maior atuação. O mercado internacional exige uma oferta regular, o que o Brasil ainda não consegue oferecer. Além disso, também são enfrentados problemas com a qualidade e sanidade dos produtos", explicou. A ampliação da atuação é vista como uma das formas de controlar a oferta e evitar grandes oscilações de preços no mercado interno, o que pode comprometer a capacidade de investimentos dos produtores. "Na situação atual, com o real desvalorizado frente ao dólar e os preços no mercado interno menores que os praticados no ano passado, as exportações de leite em pó seriam uma alternativa para evitar uma oferta maior que a demanda, mesmo com os preços da tonelada abaixo do praticado em anos anteriores, US$ 2,4 mil". Em relação ao mercado interno, os preços do leite não devem alcançar os valores remuneradores praticados ao longo do primeiro semestre de 2014. "O leite fluido, que já está inserido na cesta de produtos e tem o custo menor, não deverá sofrer alterações de consumo neste período de crise. Porém, o impacto será nos produtos de maior valor agregado, cuja demanda é afetada. Neste momento, seria importante exportar a produção e evitar prejuízos". Uma das ações que se realmente implementada poderá contribuir para a evolução do setor leiteiro em relação a produção, a qualidade e a sanidade é o projeto voltado para o setor que está em desenvolvimento no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). "A iniciativa de se criar um projeto voltado para a melhoria da qualidade e sanidade do leite é um passo muito positivo e que poderá dar novo rumo ao setor. Estamos otimistas pelo setor esta inserido nos planos do governo, o que nos últimos anos não vinha acontecendo", diz Jônadan Ma.

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