CPT - Centro de Produções Técnicas

Os queijos Silvestre, Santo Antônio Casamenteiro e O Encantado, nesta ordem, foram os grandes vencedores na categoria Destaque Especial do 41º Concurso Nacional de Produtos Lácteos. A divulgação do resultado (ver quadro) ontem, em solenidade no Expominas, marcou o encerramento do Minas Láctea 2015. O evento reuniu mais de dez mil participantes, e a expectativa é movimentar R$ 100 milhões em negócios. Os queijos Silvestre e Santo Antônio são do Laticínio Cruziliense. Já o Encantado é do Lacticínio Paiolzinho. O Santo Antônio Casamenteiro garante usar uma “receita secreta infalível” encontrada no Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, Portugal, que seria criada pelo próprio santo. O Encantado, em formato de cogumelo e recheado com mel, remete à lenda em que gnomos saíam da mata da Mantiqueira e se dirigiam a propriedades em busca de leite e mel. Os destaques, que apresentam pelo menos uma característica inovadora, puderam ser conferidos pelo público na Exposição de Produtos Lácteos (Expolac). No concurso, produtos lácteos de 60 laticínios foram avaliados em 11 categorias (queijos gouda, parmesão, provolone, prato, reino, gorgonzola e Minas padrão; manteiga de primeira qualidade; requeijão cremoso; doce de leite e destaque especial). A avaliação aconteceu nos dias 14 e 15, conduzida por 30 juízes especializados, levando em conta critérios como aspecto global, cor, textura, odor, aroma, consistência e sabor. Nesta edição, chamaram atenção as características regionais e a originalidade apresentadas pelos concorrentes. “Na categoria destaque especial, fomos surpreendidos com a criatividade dos laticínios em criar novos produtos e também pelo capricho na apresentação”, avaliou um dos coordenadores do concurso, Paulo Henrique Costa Paiva. As categorias com o maior número de inscritos foram Minas padrão, manteiga, prato e doce de leite. “Depois de um ano de ruptura, fiquei muito feliz com a retomada do Minas Láctea”, disse o chefe do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), Leandro Viana. Satisfeito com o resultado desta edição, ele agradeceu a confiança de laticínios, empresários, instituições e público, destacou a integração entre os setores envolvidos e avaliou que os objetivos de promover o debate sobre o setor e a difusão de tecnologia foram atingidos. “Foi um resgate, que atendeu a um clamor de todos nós.” Durante a abertura do evento, o presidente da Epamig, Rui Verneque, reforçou a “determinação da diretoria” de manter a periodicidade anual do evento, mas destacou a necessidade de apoio da iniciativa privada e do Executivo. Na ocasião, o presidente também divulgou a meta de retomar, em 30 dias, a produção para o varejo da fábrica-escola do ILCT. <b>Inovação</b> O Minas Láctea também foi composto pela 42ª Exposição de Máquinas, Equipamentos, Embalagens e Insumos para a Indústria Laticinista (Expomaq), em que foram apresentadas novidades para toda a cadeia produtiva. Além de inovação em insumos voltados para produção de alimentos funcionais, outro destaque foi o maquinário para atender do pequeno ao grande empresário. O 30º Congresso Nacional de Laticínios abordou o tema “A indústria de laticínios do Brasil em tempos de crise: desafios e perspectivas”, e a Agência de Inovação de Leite e Derivados – Polo do Leite realizou o Inovalácteos, com programação voltada ao estímulo da inovação no setor e à criação de um ambiente favorável a novos negócios.

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