CPT - Centro de Produções Técnicas

O Ministério Público (MP) estima que 90% dos queijos produzidos e vendidos em Minas Gerais têm procedência duvidosa. Por esta razão, nesta quinta-feira (28), o órgão promoveu uma reunião com comerciantes em Araxá, no Alto Paranaíba, para discutir a regularização da produção e comercialização do alimento. Maria Abadia Silva é gerente de um supermercado que vende 500 quilos de queijo por semana. Ela afirma que todas as peças são regularizadas, de acordo com as exigências do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). "A gente recebe só os que são cadastrados e regularizados. E isso tudo é conferido na hora da entrega", afirmou. Mas nem todos os comerciantes fazem isso. "A ideia é que o próprio comerciante seja aliado e passe a ser um elo entre o produtor e o consumidor. O próprio comerciante poderá informar o MP e dar essa informação de forma mais segura", explicou Silvia Passos, extensionista da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Os vendedores de queijos que participaram do encontro assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no qual se comprometem com a venda legal do produto. "Achei necessário para regularizar a comercialização do queijo na cidade de Araxá, de modo que se possa garantir tanto a qualidade do que hoje é comercializado quanto as informações necessárias aos consumidores. Já há uma fiscalização corriqueira tanto por parte do MP quanto da Vigilância Sanitária municipal. Porém, a partir desse processo, vamos intensificar isso", contou o promotor Marcos Paulo Queiroz Macêdo. "É um processo que não tem retorno. Essa sequência tem dado mais qualidade ao nosso queijo", disse o empresário Luiz Augusto Nunes de Almeida. O comerciante Baltazar Lemos Sobrinho disse que a venda de queijos se tornaria mais justa se todos se adequassem. "Tendo em vista que os atravessadores ganham bem mais que os produtores e nem por isso se importam com registro e a explicação que têm que dar ao consumidor final". <b>Como proceder</b> Quem produz queijo de forma irregular precisa procurar o IMA para garantir a venda do produto dentro dos padrões de qualidade exigidos. "Ele pode assinar conosco um termo de adequação, que terá uma duração de no máximo dois anos. Por etapas, ele vai se adequando até chegar ao fim do processo, já cadastrado", finalizou o fiscal Calimério Guimarães, do IMA.

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