CPT - Centro de Produções Técnicas

O aumento de 11,03% na captação de leite em Minas Gerais, favorecido pelo período de safra e pela maior produtividade do rebanho, fez com que os preços líquidos pagos aos pecuaristas recuassem expressivos 5,36% em dezembro, frente ao mês anterior. A retração ficou superior à registrada em novembro, quando a desvalorização do produto chegou a 4,94%. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço líquido praticado em dezembro, referente à produção entregue no mês imediatamente anterior no Estado foi de R$ 0,90 e a tendência para janeiro é de novo recuo na cotação do produto. No preço bruto a queda foi de 5,1%, com o litro de leite negociado, em média, a R$ 0,99. No período, o maior valor pago pelo leite no Estado foi de R$ 1,11 e o menor R$ 0,75, levando em conta a média das regiões pesquisadas. Assim como em Minas Gerais, os preços do leite pago ao produtor na média brasileira, composta pelos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná, Goiás, Bahia e Santa Catarina, tiveram queda de 4,5% em dezembro, fazendo com que os valores chegassem ao menor nível dos últimos quatro anos para o mês. De acordo com os pesquisadores do Cepea, a queda se deve, novamente, ao aumento na captação de leite em todos os estados acompanhados pela instituição. Para se ter ideia, em dezembro o preço médio bruto pago ao produtor, na média Brasil, foi de R$ 0,98 por litro, redução significativa de 4,3% em relação a novembro. O preço líqüido médio caiu 4,6%, passando para R$ 0,89 por litro. A queda no preço líqüido do leite ocorreu em todos os estados da pesquisa do Cepea. As maiores baixas foram registradas em Goiás e Paraná, de 6%, seguido por Minas Gerais e Santa Catarina, onde o recuo foi de 5,36%. <b>Estoques</b> Para os pesquisadores do Cepea, os preços altos alcançados em 2013 elevaram os investimentos na atividade leiteira, que resultaram em maior produção ao longo de 2014, contribuindo para a maior formação de estoques, principalmente no segundo semestre. Com a oferta elevada, as cotações recuaram no último quadrimestre do ano, após três meses de estabilidade. Mesmo com atraso, as chuvas estão favorecendo a qualidade das pastagens e, conseqüentemente, contribuindo para a elevação da captação de leite. De outubro para novembro, o Índice de Captação de Leite do Cepea (Icap­L/Cepea) teve aumento de 6,43%. O destaque no período foi para Goiás, São Paulo e Minas Gerais, onde os avanços foram de 11,09%, 11,03% e de 7,87%, respectivamente. Em todas as regiões pesquisadas em Minas Gerais foram registradas retração nos preços do leite. A mais expressiva queda foi observada na Zona da Mata, onde o pecuarista recebeu 11,30% a menos pela comercialização do leite. Em dezembro, o litro foi negociado, na média líquida, a R$ 0,68, com o valor mínimo de R$ 0,61 e o máximo de R$ 0,72 por litro. Já o valor bruto, R$ 0,74, encerrou dezembro com queda de 11,30%. Queda significativa também na Região Metropolitano de Belo Horizonte. De acordo com os pesquisadores do Cepea, o recuo nos valores líqüidos do leite foi de 7,71% em dezembro, com o litro negociado em média a R$ 0,95. O valor bruto retraiu 7,09%, com média de R$ 1,05, máximo de R$ 1,33 e mínimo de R$ 0,75. <b>Recuo</b> No Sul e Sudoeste de Minas a queda foi de 5,59% no valor líqüido e de 4,96% no preço bruto. Na média líquida, o litro de leite foi negociado a R$ 0,75 e no preço bruto a R$ 0,84. O valor mais alto recebido pelos pecuaristas nas regiões foi R$ 0,94 e o mínimo chegou a R$ 0,62 por litro de leite. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba o litro de leite foi negociado, na média bruta, a R$ 1,03 e na líquida a R$ 0,95, o que significou recuo de 4,85% e 5,04%, respectivamente. A menor queda observada no Estado foi na região do Vale do Rio Doce, 1,71% no preço bruto e 1,43% no valor líqüido. O litro de leite foi negociado entre as médias de R$ 1,07 e R$ 1,17. Em pleno período de safra, a tendência é de novas quedas nos valores para o pagamento em janeiro. De acordo com o levantamento do Cepea, cerca de 75% dos laticínios e cooperativas consultados, que representam 88% do leite amostrado, acreditam na retração dos valores. Outros 23,53%, que representam 12,07% do volume amostrado de leite, acreditam em estabilidade. E apenas 1,47%, que representa 0,17% do volume da amostra, acredita em alta.

Banner CHR Hansen 2020

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here