CPT - Centro de Produções Técnicas

Os preços pagos pelo leite em Minas Gerais, ao longo de março e referente à produção entregue em fevereiro, apresentaram, pelo segundo mês consecutivo, alta de 0,73%, com média líquida de R$ 0,867 por litro. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a entressafra no Sul do país e a greve dos caminhoneiros provocaram a redução da oferta no mercado nacional, permitindo o avanço de preços nas demais regiões produtoras do país. A queda no Sul do Brasil foi determinante para a sustentação da alta nos preços do leite comercializado em Minas, uma vez que a captação cresceu 8,02% em fevereiro. A tendência é de novas altas em abril. De acordo com o Cepea, os preços líqüidos em Minas Gerais variaram entre o mínimo de R$ 0,715 e o máximo de R$ 1 por litro. A média ficou em R$ 0,86%, variação positiva de 0,73%. No mês anterior, a alta registrada no valor líqüido foi de 1,14%. Já o preço bruto variou de R$ 0,794 a R$ 1,09, por litro. No período, o valor médio atingiu R$ 0,95 por litro, representando um aumento de 0,71%. Na média nacional, composta pelos estados Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná, Bahia e Santa Catarina, o preço do leite recebido pelo produtor subiu 2,05% com relação ao mês anterior, fechando o valor médio líqüido a R$ 0,855 por litro. Na média nacional, segundo os pesquisadores do Cepea, esse foi o primeiro aumento após nove meses de quedas consecutivas. Considerando ainda a média Brasil, o preço bruto pago ao produtor teve média de R$ 0,937, alta de 1,63% frente ao mês anterior. Considerando-se a série histórica deflacionada do Cepea, o preço médio líqüido de março de 2015 ficou 14,6% inferior ao praticado em igual mês de 2014. Icap-L – No período, o Índice de Captação do Leite (Icap-L) aumentou 0,62%, considerando-se os sete estados que compõem a média Brasil. De acordo com os pesquisadores do Cepea, o volume produzido em fevereiro foi 14,6% superior ao do mesmo período de 2014. O avanço de 0,62% da captação foi impctado, principalmente, pelo aumento de 8,02% da captação em Minas, principal Estado produtor. Dentre as regiões pesquisadas em Minas Gerais, apenas no Sul e Região Metropolitana de Belo Horizonte foram verificadas quedas nos preços pagos aos pecuaristas. No Sul de Minas, o produtor recebeu, em média líquida, valor 5,56% menor, com o litro avaliado em R$ 0,62. O preço bruto, 0,69, recuou 5,19% frente ao mês anterior. Na Grande BH, a queda foi menos expressiva. A média bruta, R$ 1,02 por litro, ficou 1,25% inferior ao valor observado no mês anterior. A queda de 1,23% na média líquida, fez com que o pecuarista recebesse R$ 0,92 por litro de leite negociado. A alta mais expressiva, 8,99%, foi registrada no preço bruto médio praticado na Zona da Mata, R$ 0,83 por litro. Na região, o litro de leite foi negociado entre o mínimo de R$ 0,769 e o máximo de R$ 0,895. Na média líquida, o aumento ficou em 8,23%, com o litro de leite avaliado em R$ 0,764. No Triângulo e Alto Paranaíba o pecuarista recebeu R$ 4,96% a mais na comercialização da produção, já que o preço médio líqüido praticado em março chegou a R$ 0,928. A alta de 4,49% fez com que o valor bruto alcançasse R$ 1,01 por litro de leite. No Vale do Rio Doce, a alta nos preços médios, tanto bruto quanto líqüido, ficou em 1,71%, com o litro de leite negociado a R$ 1,03, média líquida, e R$ 1,14, valor bruto médio. A tendência de alta deve permanecer em abril. De acordo com os pesquisadores do Cepea, a sustentação do aumento dos preços do leite ocorrerá pela menor oferta do produto proveniente do Sul do país. Dentre os laticínios e cooperativas consultados pelo Cepea, 67,5% dos entrevistados – que representam 92,6% do leite amostrado – acreditam em nova alta nos para o próximo mês. Outros 27,5% dos agentes (que representam 7,2% do volume de leite amostrado) têm expectativas de estabilidade nos preços. Apenas 5% dos agentes esperam queda para abril de 2015.

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