CPT - Centro de Produções Técnicas

Após anos de investimentos em aumento da capacidade, novos equipamentos, tecnologias e inovação, a indústria de laticínios de Minas Gerais passa por um período de cautela. Essa é a avaliação do diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios de Minas Gerais (Silemg), Celso Costa Moreira, feita ontem, quando foi comemorado o Dia Mundial do Leite. "A produção primária está crescendo e a remuneração ainda cobre os custos, mas a indústria de laticínios ficou comprimida entre o produtor e o varejo e as margens têm que melhorar. Porém, a economia não nos permite olhar para 2015 e 2016 com otimismo. O momento agora é de cautela", afirmou. De acordo com Costa, em dez anos a produção leiteira no Estado, sustentada por um compromisso da indústria de comprar todo o volume produzido, saltou de aproximadamente 6 bilhões de litros para 9 bilhões de litros. E com base em dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços pagos aos pecuaristas em abril apresentaram alta de 3,84% frente ao mês anterior, com o litro do leite negociado, na média líquida, a R$ 0,90. Foi a terceira alta consecutiva para o preço do produto pago ao produtor registrada no Estado. <b>Feira</b> O diretor do Silemg também falou sobre a importância da realização da "2ª Ponte Nova Leite", em Ponte Nova (Zona da Mata), na sexta-feira passada, que contou com a participação de aproximadamente 500 produtores da região do Vale do Piranga. O evento foi promovido pela prefeitura local e teve o apoio da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG), além de outras entidades e empresas como a Laticínio Porto Alegre, com planta na cidade. Conforme o diretor de Marketing da Laticínios Porto Alegre, Leonardo Moreira, a feira foi importante para aproximar os produtores da região e a empresa, que participaram de atividades de campo com abordagem de diversos temas, como variedades de cana-de-açúcar para alimentação bovina; produção e utilização de silagem e suplementação mineral; formação e manejo de pastagens; e qualidade do leite e manejo higiênico da ordenha. Sobre a Laticínio Porto Alegre, Moreira revelou que a empresa vai lançar, ainda neste ano, uma linha de produtos sem lactose e outra de produtos mais leves, como parte de um pacote de investimentos da ordem de R$ 25 milhões, que também envolve a ampliação da capacidade e a construção de um novo galpão para estocagem de produtos e insumos. De acordo com o executivo do Laticínio Porto Alegre, a unidade, inaugurada na cidade em 2011 mediante aportes de R$ 50 milhões na época, tem investido constantemente na diversificação das linhas e na melhoria da qualidade dos produtos. Com os aportes de R$ 25 milhões em 2015, a empresa projeta crescimento de vendas entre 20% e 30% nas vendas deste ano sobre as de 2014.

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