CPT - Centro de Produções Técnicas

magens de câmeras de segurança e impressões digitais podem ajudar a Polícia Civil a esclarecer o sumiço de máquinas dos prédios onde funcionava uma empresa de laticínios, na localidade de Travessa São José, interior de Venâncio Aires. A empresa H2B, que fabricava o leite da marca Lactibom, está lacrada desde 21 de outubro, acusada de irregularidades na fabricação do produto. Entre elas, a adição excessiva de água ao leite. Como resultado do fim das atividades da H2B, o Ministério Público Estadual pôs na cadeia o proprietário e o químico da empresa. Luciano Petri e Fábio Bayer estão recolhidos na Penitenciária Estadual de Venâncio Aires (Peva). Os prédios foram lacrados e a empresa ficou impedida de continuar fabricando, embalando e vendendo os produtos com a marca Lactibom. Na quinta-feira, o proprietário dos prédios e da maioria das máquinas que eram usadas pela H2B registrou o caso na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA). Vanderlei Macedo, 47 anos, denunciou o arrombamentos de quatro locais e o sumiço de três máquinas, de grande porte. Segundo apurado preliminarmente, as máquinas foram retiradas de lá, provavelmente, na madrugada da quarta-feira. Um morador das proximidades notou que um dos portões que dá acesso à área estava aberto e foi verificar. Encontrou as portas abertas, os lacres rompidos e entrou em contato com Macedo. No local, o empresário descobriu que foi arrancado o miolo da fechadura da porta do prédio onde estão os geradores de energia. Em seguida, viu mais uma porta arrombada e com o lacre rompido. De lá foi retirada uma máquina homogeneizadora (responsável por romper os glóbulos grandes de gordura em glóbulos menores e assim reduzir a formação de nata), considerada essencial para a elaboração do laticínio. Ela pesa cerca de 200 quilos e o seu custo oscila em torno dos R$ 80 mil. Na parte dos fundos da empresa, outra porta arrombada e com o lacre rompido. Quem entrou lá teve que arrombar uma segunda porta para ter acesso às outras duas máquinas. Juntas, pesam cerca de 250 quilos e têm um custo aproximado de R$ 200 mil. No chão ficaram as marcas das máquinas que foram arrastadas até a porta. Estas máquinas (uma esterelizadora e uma envasadora de leite UHT) , explicou Macedo, eram usadas no processo final. Ele não soube dizer se mais objetos foram levados. "Posso falar pelo que possuía quando fiz o contrato de compra e venda com o Luciano. Se tinha outras coisas, não sei." <b>PAPILOSCOPISTA</b> Os agentes da PC faziam levantamentos no local, quando descobriram impressões digitais em alguns canos de inox. O delegado Felipe Staub Cano, que havia determinado a apuração do caso, solicitou a presença de uma papiloscopista para coletar as digitais. Acompanhada por outros dois policiais civis, a profissional do Instituto Geral de Perícias (IGP) fez os levantamentos necessários. Encontrou digitais e fez a coleta. O resultado pode auxiliar na identificação das pessoas responsáveis pelo sumiço das máquinas. Os policiais também solicitaram as imagens de câmeras de segurança de um estabelecimento comercial, localizado junto ao acesso à empresa.

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