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O trabalho completa a outra metade do "quebra-cabeça" que forma a genética do Girolando Pesquisadores da Embrapa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Fiocruz-Minas anunciaram, no dia 7 de abril, a conclusão do sequenciamento do genoma da raça Gir Leiteiro, após quatro anos de trabalhos. O trabalho completa a outra metade do “quebra-cabeça” que forma a genética do Girolando – híbrido das raças Gir e Holandesa que é responsável por mais de 80% do leite produzido no Brasil. A outra metade do quebra-cabeça, que é o mapeamento do genoma da raça Holandesa, foi concluída nos Estados Unidos. Agora, com as informações sobre o DNA da raça Gir organizadas, o trabalho de sequenciamento do genoma do Girolando será simplificado, acreditam os pesquisadores envolvidos. A expectativa é que o resultado seja obtido em um ano. Os estudos levam à identificação dos genes que conferem a animais Gir maior tolerância ao calor e mais resistência a doenças, enquanto os genes do Holandês são referentes à maior produção de leite. Mas qual é o impacto para o setor produtivo destes avanços da ciência? Neste contexto, basta compreender que será possível acelerar os ganhos genéticos e otimizar os sistemas produtivos em fatores como produtividade, qualidade do leite e saúde animal. O pesquisador Marcos Vinícius da Silva, líder do projeto na Embrapa Gado de Leite, explica que, com o genoma sequenciado, o grupo de pesquisa atua agora no desenvolvimento de ferramentas para a seleção de indivíduos com foco no melhoramento genético das raças. Ele explica que já identificaram variantes específicas nos genes relacionados à tolerância do Gir ao calor, à resistência a doenças e ao metabolismo de lipídios da glândula mamária, que influenciam a concentração e a secreção de lipídios no leite e também o volume da produção leiteira. A avaliação dessas características de maior importância econômica será feita por uma ferramenta genômica, que será usada a partir de julho deste ano na escolha dos touros para o pré-teste de Gir, etapa de classificação dos animais para o Sumário anual de mérito genético. Até o início de 2016, deverão ser disponibilizadas as primeiras ferramentas genômicas aplicáveis ao gado Girolando, que também serão incorporadas ao pré-teste de touros. A estimativa é que a ferramenta tenha custo unitário entre R$ 100,00 e R$ 120,00, investimento recompensado por evitar que animais geneticamente inferiores sejam incorporados ao rebanho. Os resultados científicos relatados foram obtidos em pesquisas financiadas por Fapemig, CNPq e Embrapa. Contam com apoio da Secretaria do Estado de Ciência Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sectes/MG), Polo de Genética, Polo de Excelência do Leite, Epamig, Centro Brasileiro de Melhoramento do Guzerá (CBMG) e as associações de Criadores ABCZ e ABCGIL.

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