CPT - Centro de Produções Técnicas

A empresa Mondaí, suspeita de adulterar leite em Chapecó, no Oeste catarinense, foi interditada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Dos 185 funcionários, 155 entraram em férias coletivas e outros 30 trabalhadores foram dispensados. Oito suspeitos ligados à empresa – dois diretores e seis funcionários – continuam presos no presídio de Maravilha. A ação do órgão federal ocorreu na última sexta-feira (12). Já na segunda (15), a companhia entrou com recurso na Justiça Federal, em São Miguel do Oeste, para que seja realizada uma análise dos produtos estocados nos galpões. O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou duas operações em agosto, em duas empersas do Oeste suspeitas de adulterar o leite comercializado. A ação do dia 19 de agosto foi resultado de uma investigação de cinco meses das empresas Lajeado Grande, nas cidades de Lajeado Grande e Ponte Serrada, e Mondaí Ltda., no município de Mondaí. O resultado das investigações foram enviadas para o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou duas operações em agosto, em duas empersas do Oeste suspeitas de adulterar o leite comercializado. A ação do dia 19 de agosto foi resultado de uma investigação de cinco meses das empresas Lajeado Grande, nas cidades de Lajeado Grande e Ponte Serrada, e Mondaí Ltda., no município de Mondaí. O resultado das investigações foram enviadas para o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Dos 13 detidos na Operação Leite Adulterado 1, na Lageado Grande, 11 continuam presos e dois foram soltos. Dos nove detidos na Operação Leite Adulterado II, na Mondaí, um foi solto e os outros oito foram presos novamente na quarta (10). Eles haviam sido detidos no mês passado, mas posteriormente liberados. Na última semana, foram novamente recolhidos. Segundo as denúncias, eram misturados produtos químicos ao leite para mascarar o prazo de validade e aumentar a rentabilidade. As perícias químicas detectaram peróxido de hidrogênio (água oxigenada), citrato de sódio, polifosfato, hidróxido de sódio (soda cáustica), e outros, como a adição de água e soro de leite. Conforme o promotor Fabiano Baldissarelli, coordenador do Gaeco, além das substâncias encontradas nas análises durante a operação, uma das caixas de leite da empresa Lajeado Grande apreendida pela vigilância sanitária no Litoral catarinense e enviada para análise antes da operação ser deflagrada, continha formol. O resultado da análise no líquido apontou a existência do produto na composição. <b>Indiciados</b> Na última quinta (4), o MPSC protocolou ações penais criminais contra funcionários e empresários ligados às fraudes. Ao todo, 48 pessoas das duas empresas de laticínios foram indiciadas, das quais 22 foram detidas. A carga bacteriana nos leites adulterados era superior ao padrão aceito pelo Ministério da Agricultura. Em testes com amostras de uma das empresas, cerca de 2 milhões de bactérias foram encontradas por mililitro de leite, quando o máximo aceito pela entidade é 300 mil. <b>Lotes apreendidos</b> No dia 19 de agosto, quatro lotes (54, 59, 67 e 71) da Mondaí foram retirados de circulação. Antes, no dia 12 do mesmo mês, a Vigilância Sanitária de Santa Catarina determinou a retirada do mercado do leite UHT integral da Lajeado Grande fabricado em 7 de junho de 2014. O produto era vendido para grandes indústrias no Paraná e São Paulo.

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