CPT - Centro de Produções Técnicas

Representantes do Sindicato dos Produtores de Leite de Pernambuco (Sinproleite) participaram de uma reunião nesta terça-feira (3), com o ministro da Agricultura, Neri Geller. O grupo pediu para que fosse cancelada a portaria do Ministério que autorizou em 2013 a importação de leite em pó para as indústrias de laticínios, durante três anos. A audiência durou aproximadamente 40 minutos. Ao fim do encontro, o ministro pediu aos produtores que aguardem até a próxima terça-feira (10) para receber uma resposta definitva. Entenda o caso Criadores de gado da bacia leiteira do Agreste de Pernambuco estão preocupados. Em municípios como Itaíba e Pedra, por exemplo, o preço do leite caiu quase pela metade. Apesar do pasto estar verde e os reservatórios cheios de água, a crise na produção do leite se instalou na região. O pecuarista Pedro Galvão, que cria gado há 35 anos, explica que as vacas aumentaram a produção de leite, mas faltam compradores, por isso o preço do produto está menor. "O leite já baixou em torno de 40% do valor que a gente vendia. Era de R$ 1,20 a R$ 1,30. Hoje já tem leite de R$ 0,80". Ainda segundo o pecuarista, é necessário mais de R$ 1 para produzir um litro de leite. De acordo com o Sinproleite, a crise ocorre porque as grandes indústrias de laticínios da região estão parando de comprar o leite dos produtores do Agreste. Isso se deve a uma portaria do Ministério da Agricultura, que autorizou a importação do leite em pó durante três anos. Segundo o presidente do Sinproleite, Saulo Malta, a medida, que deveria minimizar os efeitos da seca, acabou prejudicando a venda do leite dos municípios. "O que está acontecendo é que o Governo Federal autorizou os laticínios a reidratar o leite em pó em 35% da sua capacidade. O que a gente vê hoje na bacia leiteira é que eles devem estar reidratando 350%, pois eles não estão comprando leite", comenta. Para Malta, a saída seria o governo revogar a portaria que autoriza a reidratação do leite em pó.

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