CPT - Centro de Produções Técnicas

Os reflexos da crise econômica mundial já atingem o setor agropecuário brasileiro, gerando diminuição do poder de compra e de crédito, queda das exportações de carnes, aumento dos custos de manutenção da produção, que são pressionados pela alta da moeda norte-americana, e redução na safra de grãos, motivada pelo crescente preço dos insumos. Diante desse complexo cenário, para garantir maior estabilidade nos negócios, o produtor deve investir em manejo adequado e em eficiência produtiva, ou seja, cuidados preventivos com a pastagem e o rebanho. Estima-se que o tamanho da área ocupada no país com espécies forrageiras tanto nativas quanto cultivadas seja de aproximadamente 180 milhões de hectares. Desse total perto de 70% apresenta algum grau de degradação, resultado do sistema de produção extrativista que durante séculos imperou na pecuária brasileira. Tendência que felizmente está sendo revertida após uma mudança de consciência por parte dos produtores rurais e da adoção de práticas agronômicas, como à correção de solo, o uso de sementes melhoradas geneticamente e, o mais importante; o uso correto de fertilizantes e defensivos agrícolas para fortalecer o solo e controlar pragas que afetam a produtividade das espécies vegetais. Entre os principais erros cometidos no passado pela pecuária de corte extensiva no país, com resultados desastrosos para a saúde dos pastos brasileiros, podemos destacar a manutenção de taxas de lotação acima da capacidade de suporte das pastagens, em função de manejo inadequado e superpastejo. As conseqüências desta prática e do pisoteio excessivo do gado causaram danos permanentes ao pasto, causando, em alguns casos, prejuízos para todo um ecossistema. A escolha da espécie certa é um primeiro passo para que se tenha um bom pasto no futuro. É preciso espécies adaptadas aos tipos de solos e climas, e resistentes às pragas e doenças de cada região. As espécies forrageiras mais usadas pela pecuária brasileira são da família das Brachiárias: Brachiária brizantha, Brachiária decumbens e Brachiária umidícola; além da família dos Panicuns : Colonião, Mombaça e Tanzânia. O uso de adubo e os defensivos agrícolas deve sempre seguir a orientação de um engenheiro agrônomo, mas esse é apenas um dos procedimentos. Os cuidados com o pasto devem ser iniciados já na sua implantação, com uma análise do solo feita em laboratório especializado. De posse do laudo técnico o produtor deve fazer a correção da acidez (Ph) e aplicar o adubo recomendado na receita do agrônomo. A diversificação do plantio por meio do consórcio de espécies forrageiras, integração lavoura pecuária (Plantio Direto) e cultivo agroflorestal, são algumas das técnicas hoje utilizadas com sucesso por alguns produtores rurais, uma vez que promovem melhor aproveitamento de área, além de controlar bem as infestações por plantas invasoras, pragas e doenças. Mesmo com esse manejo é importante pulverizar herbicidas que combatam plantas daninhas. É preciso prevenir as pragas e garantir um pasto saudável. O pasto deve ser tratado em todas as épocas do ano e fases de crescimento. O pecuarista deve estar atento, pois esta prática é responsável pelo aumento significativo dos lucros das fazendas, já que possibilitam aos animais acesso a pastagens de melhor qualidade, o que resulta em maior ganho de peso de rebanhos em menor tempo. A atividade agropecuária representa 8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, que se destaca como um dos maiores produtores mundiais de carne bovina, com cerca de 190 milhões de cabeças, que atendem às necessidades e exigências do mercado interno e externo. * Rogério Abbate é engenheiro agrônomo e Gerente de Mercado Pastagens da Arysta LifeScience   Fonte: Texto Comunicação  adaptado pela Equipe Milknet 15/12/2008

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