CPT - Centro de Produções Técnicas

Os preços do leite ao produtor voltaram a recuar neste mês no país, reflexo do aumento da oferta no período de safra. A matéria­prima entregue em outubro ­ e paga em novembro ­ registrou preço médio de R$ 0,959 por litro, queda de 0,4% sobre o pagamento anterior, segundo a Scot Consultoria. A demanda desaquecida por leite também ajuda a pressionar o mercado, afirma Rafael Ribeiro, analista da Scot. Ele avalia que o recuo só não foi mais forte em decorrência do atraso das chuvas em importantes regiões produtoras de leite, como Minas Gerais e Goiás. "Agora o clima está mais regular. O clima vinha segurando a queda", afirma, em referência ao período sem chuvas em outubro. A falta de precipitação afeta o desenvolvimento das pastagens usadas na alimentação do rebanho leiteiro, o que influencia a produção de leite. Além disso, o aumento dos custos da ração por causa da alta do milho e da soja também vinha desestimulando o investimento em suplementação da alimentação, segundo Ribeiro, o que segurou um incremento mais forte da oferta. Mas a disponibilidade voltou a crescer. "A produção deve aumentar de forma mais significativa a partir de dezembro", estima o analista. Com isso, a expectativa é de novas quedas nos preços pagos ao produtor nacional. Pesquisa da Scot com mais de 100 laticínios e cooperativas do país indica que 55% dos ouvidos esperam manutenção dos valores ao produtor no pagamento de dezembro, 35% acreditam em queda e 10% em alta. Embora a demanda esteja enfraquecida, o levantamento da Scot mostra que, na média do mês, houve pouca variação nos preços do leite longa vida. A cotação no atacado paulista ficou em R$ 2,10 em novembro ante R$ 2,12 em outubro. No varejo, ficou em R$ 2,86 em novembro. Havia sido de R$ 2,85 no mês anterior.

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