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O juiz Héber Mendes Batista, da 4ª Vara Cível de Ribeirão Preto (SP), responsável pelo leilão judicial da massa falida da Indústria de Alimentos Nilza, voltou a mostrar descontentamento com as propostas apresentadas pelos ativos da companhia na segunda etapa do pregão, realizada no último dia 14 de julho. Caso as propostas não melhorem na que deve ser a última reunião das empresas interessadas na Nilza, marcada para hoje, Batista, além de vetá-las, ameaça separar os ativos em lotes específicos e realizar leilões separados. “A tendência é não deferir nada com essas propostas”, disse o juiz após a última reunião. Ele citou como exemplo da divisão dos ativos da companhia, que chegou a ser a marca líder de leite longa vida em São Paulo, a unidade de Ribeirão Preto da Nilza. Apesar de avaliada em R$ 69,12 milhões, com imóvel, terreno e maquinários, a unidade recebeu a proposta mais plausível, feita pela Empreendedora MS, de R$ 34,6 milhões. Do valor seriam abatidos ainda R$ 13 milhões de créditos que empresa tem com a própria Nilza. Batista lembrou que a unidade fica próxima ao aeroporto da cidade, cuja capacidade deve ser triplicada com os investimentos do governo federal e ainda receberá um terminal internacional de cargas. Além disso, a prefeitura da cidade desmembrou o terreno do imóvel em três glebas, o que, segundo Batista, deve ajudar a valorizá-lo ainda mais. “Se não tiver valor que corresponda efetivamente ao que essa unidade vale, talvez promova outro leilão só do ativo imobiliário, que, sem maquinário, vale ao menos R$ 60 milhões”, estimou Batista. Na reunião, a Novamix, arrendatária da unidade de Campo Belo da Nilza, manteve a proposta de R$ 7 milhões pela planta e ainda fez oferta de R$ 2,5 milhões pelo maquinário da unidade de Itamonte. Além da oferta por Ribeirão Preto, a empreendedora MS informou que pagaria R$ 7,050 milhões pela unidade de Campo Belo, superando a proposta da Novamix. A MS ofertou ainda R$ 5,2 milhões pela marca Nilza, mesmo valor da Goiasminas, dona da marca Italac. A Goiasminas ampliou a oferta pela marca para R$ 6 milhões durante o pregão, quando um procurador do empresário Luiz Alberto Dallier Dias de Oliveira, que representa a Laddo Indústrias de Laticínios, ofertou R$ 5,7 milhões pela marca. No entanto, a Goiasminas recuou da proposta, após o juiz exigir que Oliveira apresentasse em 48 horas uma fiança bancária de R$ 120 milhões – valor ofertado por ele por todos os ativos na semana anterior. “Fiz uma consulta na Receita Federal e ele (Oliveira) não tem patrimônio suficiente para bancar essa oferta. Obviamente a proposta do empresário foi impugnada pelos outros proponentes, que postularam garantia e acolhi essa impugnação pedindo a fiança de um banco de primeira linha em 48 horas no valor de R$ 120 milhões”, explicou Mendes. Além da oferta pela marca, o empresário ofereceu ainda R$ 7,3 milhões pela unidade de Campo Belo da Nilza.

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