CPT - Centro de Produções Técnicas

A fabricante de laticínios Nilza entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos após um dos administradores nomeados no processo de gestão da massa falida no Brasil descobrir que a companhia pode estar mantendo dinheiro de forma fraudulenta — a maior parte dele nos Estados Unidos — fora do alcance de credores. O administrador Alexandre Borges Leite encontrou evidência de que parte dos ativos da Nilza estão em Miami, em diversas contas bancárias mantidas por um antigo investidor do Lehman Brothers, segundo documentos judiciais. Leite planeja pedir o testemunho perante a Justiça americana de companhias que compraram os ativos do Lehman após o colapso da corretora, em 2009, incluindo Barlcays, Bain Capital Partners e Hellman & Friedman. A Nilza, empresa de alimentos com sede em São Paulo, entrou com um pedido de recuperação judicial no Brasil em 2009. A empresa não conseguiu lidar com uma aquisição equivocada, o aumento dos impostos de venda do leite, a concorrência e a crise financeira internacional. Quando a companhia iniciou um plano de reorganização em 2010, um advogado alegou que a Nilza estava cometendo fraudes ao pagar alguns credores para apoiarem seu plano de recuperação. Um juiz brasileiro ordenou que a Nilza decretasse falência, diante das alegações, e uma política de investigação foi aberta. Após inúmeros apelos, um administrador judicial foi indicado em março de 2013 para liquidar a companhia. O juiz congelou as contas bancárias da Nilza enquanto o administrador investigava se os ativos foram escondidos dos credores para o benefício dos acionistas. O administrador da Nilza pede ao Tribunal de Falências de Miami (EUA) para garantir a proteção da r ecuperação judicial sob o capítulo 15 do Código de Falências, enquanto a investigação continua. O capítulo 15 oferece a compan hias estrangeiras envolvidas em processos de falência no exterior a proteção contra credores nos Estados Unidos.

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