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O leite longa vida é o mais novo vilão da inflação na capital paulista, conforme levantamento divulgado nesta quinta-feira, 17, pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) por meio do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). Na segunda quadrissemana de abril, o item subiu 9,61% ante 7,68% da primeira leitura do mês, respondeu por 0,09 ponto porcentual (14,45%) da taxa geral de 0,63% e tomou da batata a liderança do ranking de pressões de alta do indicador de inflação. De acordo com o coordenador do IPC, Rafael Costa Lima, o leite é só mais um dos itens que vêm sendo influenciados pelo clima seco do início de 2014. A batata, que estava na liderança do ranking na primeira quadrissemana do mês, caiu para a segunda posição. O tubérculo aumentou 28,67% na segunda leitura do mês ante 42,12% e respondeu por 0,06 ponto (9,37%) porcentual da inflação geral. Na terceira posição do ranking, o feijão apresentou alta de 9,64% (ante 11,93%) e representou 0,04 ponto (5,72%). O contrato de assistência médica ficou em quarto, com aumento de 1,03% (ante 0,56%) e respondeu por 0,04 ponto porcentual (5,60%). O pão francês ficou em quinto, com elevação de 2,29% (ante 1,52%) e representação de 0,03 ponto (5,02%). Na sexta posição, ficou o item refeição, com aumento de 1,51% (ante 1,37%) e impacto de 0,03 ponto porcentual (4,29%). O tomate, que foi o líder do ranking no fim de março com uma elevação expressiva de 52,31%, ficou em sétimo e dá sinais cada vez maiores de desaceleração. O preço do item avançou 11,61% na segunda quadrissemana de abril ante 31,18% na primeira leitura do mês e respondeu por 0,03 ponto porcentual (4,13%) da taxa de inflação geral do período. "Toda a bipolaridade do tomate está em ação", brincou Costa Lima, referindo-se à tradicional volatilidade do item, que costuma subir e descer de uma hora para outra, refletindo as mudanças climáticas. Na sequência do ranking, o acém, com aumento de 7,33% ante 7,38% foi o representante das carnes. Ficou em oitavo e representou 0,02 ponto porcentual (3,73%) do IPC da Fipe. Na nona colocação, ficou a banana, com variação positiva de 6,97% ante 6,25%, respondendo por 0,02 ponto (3,65%) da inflação. Na décima, ficou o sabão em pó, com elevação de 4,56% (ante 5,61%) e representação de 0,02 ponto (3,42%). <b>Baixas</b> Na outra ponta, o item telefone fixo (conta) liderou o ranking de pressões de baixa do IPC da Fipe. Recuou 2,84% na segunda quadrissemana (ante -1,90%) e gerou alívio de 0,08 ponto porcentual (12,97%) para a inflação paulistana. Na sequência, o item energia elétrica apresentou queda de 0,98% (ante -0,50%) e respondeu por uma ajuda de 0,04 ponto (-5,90%). Na terceira posição, ficou a laranja, com declínio de 8,31% (ante -4,34%) e contribuição negativa de 0,02 ponto (-3,10%). O item frutas de época ficou em quarto, com baixa de 6,42% (ante alta de 1,23%) e gerou alívio de 0,02 ponto (-2,65%) para o IPC. Em seguida, os demais itens do ranking ajudaram com contribuições negativas menos significativas, de 0,01 ponto porcentual, na inflação medida pela Fipe.

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