CPT - Centro de Produções Técnicas

Goiás está ganhando a guerra contra a brucelose e a tuberculose em seu rebanho bovino leiteiro. E, de quebra, o status internacional junto aos importantes organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). Trata-se de uma organização intergovernamental, com sede em Paris, que sucedeu, em 2003, a antiga Organização Internacional das Epizootias (OIE), que havia sido criada em 1924 por um acordo internacional. Essa vitória é atribuída ao trabalho da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). A instituição internacional tem como principal objetivo coordenar e incentivar, em nível mundial, a informação, a investigação e a elaboração de normas sanitárias para o controle das epizootias. A OIE coopera estreitamente com outras organizações internacionais, nomeadamente do Sistema das Nações Unidas, e contava em janeiro de 2008 com 172 países e territórios membros. A OIE mantém atualizada uma lista com doenças que os países devem de forma obrigatória notificar, se ocorrerem casos em seus territórios. Essas doenças são de grande importância econômica ou zoonoses perigosas. Ao dar a notícia, em primeira mão para o Diário da Manhã, o presidente da Agrodefesa, Antenor de Amorim Nogueira, mostrou-se irradiante. Será o primeiro Estado brasileiro com os indicadores de brucelose e de tuberculose praticamente zerados. Os índices são de 99,99%, o que significa qualidade do leite. “A cadeia láctea de Goiás fica em condições de atender aos mais exigentes consumidores do leite e seus derivados do Brasil e do mundo”, comemora Nogueira, produtor de gado de corte no município de Piracanjuba e detentor de uma das principais bacias leiteiras do Estado. São 1,1 mil propriedades rurais goianas voltadas para a pecuária, das quais 37 mil inspecionadas pela Agrodefesa e com amostragens vistoriadas pela OIE. Esse sistema é conhecido por inquérito, que ocorre normalmente até meados de outubro. Os pré-resultados deixam as autoridades sanitárias animais empolgadas, confirmando que o exaustivo trabalho tem suas compensações. A incidência dessas zoonoses no rebanho pecuário leiteiro se restringe a 0,3%. “Com esse índice, Goiás deverá ser declarado de baixíssimo nível em termos de brucelose e tuberculose”, aponta Antenor Nogueira. No total, há 137 mil propriedades rurais. Destas, 125 mil atuam na pecuária de leite ou de corte. Efetivamente, 87 mil operam na área do leite. Essas fazendas produzem uma média diária de 220 litros cada. Em grande parte, atuam no ramo de pequenos produtores e da agropecuária familiar. De acordo com ele, terminada essa fase do inquérito, inicia-se, com o apoio do Fundo para o Desenvolvimento da Pecuária (Fundepec) e do Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado de Goiás (Sindileite), instituições oficiais mantidas pelos próprios pecuaristas, o processo de abertura de linhas das indústrias. O desempenho das empresas tem sido avaliado de acordo com sua produção, distribuição e administração de suas atividades. Nesse contexto, a logística contribui para tornar mais eficiente as atividades de toda a cadeia produtiva, desde o produtor de leite até o consumidor final. Neste trabalho, será estudada a indústria de laticínios, a que processa o leite, tendo como produto final esta matéria-prima e seus derivados. Entretanto, muitas vezes foi afirmado que determinadas empresas que atuam nesta indústria pertencem à indústria de alimentos, isto porque estas empresas, denominadas de multiprodutos, produzem não somente leite e derivados, mas também outros tipos de alimentos. Nos próprios tanques de resfriamento, que substitui na modernidade os tradicionais latões, os testes de gordura são postos em prática com as amostras do leite. Se porventura existir algum indício de brucelose, a fiscalização da Agrodefesa desloca-se até a propriedade e elimina todo o gado. Já houve inclusive 65 mortes de animais contaminados. O produtor não sofre prejuízo, porque será indenizado pelo Fundepec, instituição privada, portanto sem maiores burocracias. Os exames são feitos em laboratório de alto padrão da Agrodefesa. Goiás livre dessas doenças animais terá o passaporte para comercializar e consumir os produtos lácteos com toda segurança. Haverá inteira credibilidade não somente do produtor, mas de toda a cadeia dos lácteos. Como decorrência imediata do pré-anúncio da OIE, novos mercados de consumo de lácteos se abrem para Goiás. Entre eles, Rússia, que sinaliza para o consumo, a partir de 2015, de 350 mil toneladas de queijo, 150 mil toneladas de manteiga; África, Turquia, Costa Rica, Panamá, México e China.

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