CPT - Centro de Produções Técnicas

Nos últimos anos, foram desvendadas diversas fraudes na produção de leite no Rio Grande do Sul. As operações, chamadas de "Leite Compen$ado", expuseram o absurdo perpetrado por pessoas que, para faturar mais, adulteraram o produto. Apesar de serem uma minoria na cadeia leiteira, os fraudadores causaram um enorme estrago. Com medo, muitas pessoas pararam de consumir laticínios. Além disso, uma marca negativa foi injustamente impressa no produtor gaúcho. Por isso, um projeto enviado recentemente pelo governo do Estado à Assembleia Legislativa veio em excelente hora. A proposta cria o Programa de Qualidade na Produção, Transporte e Comercialização de Leite no Rio Grande do Sul, que estabelece uma série de medidas para regular o setor. Com essa iniciativa, será possível evitar fraudes e adulterações, preservando a saúde das pessoas e trazendo mais qualidade ao produto. O texto estabelece, por exemplo, que somente propriedades devidamente cadastradas e com toda a regularização sanitária podem ser fornecedoras de leite cru. Também apresenta uma série de medidas para determinar como deve ser o comércio, proibindo que transportadores intermedeiem sua compra e venda. A proposta é muito benéfica para o setor leiteiro gaúcho, que é o segundo maior produtor de leite do País. Estamos falando de um segmento da nossa economia que movimenta mais de R$ 3 bilhões ao ano. Com o novo programa, quem produz terá muito mais segurança, e quem consome receberá um leite de maior qualidade. Com a aprovação do projeto, só temos a ganhar. Mais do que minimizar as perdas causadas pelas adulterações, vamos valorizar e qualificar a cadeia leiteira e assegurar um leite de qualidade para as nossas mesas. E, também, separar o joio do trigo, fazendo justiça à imensa maioria dos profissionais que trabalham na cadeia.

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