CPT - Centro de Produções Técnicas

Em junho, o preço pago aos produtores de leite, na média dos sete estados pesquisados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, foi de R$ 0,4975/litro – referente ao leite entregue no correr de maio. Esse valor representa aumento mínimo de 0,75% frente ao mês anterior. Já se comparado à média de junho do ano passado, constata-se queda de 16,11%, em termos nominais. Ao se contabilizar a inflação do período – medida pelo IPCA-, verifica-se recuo de 19,53% do preço do leite ao produtor. No estado de Goiás, também nos últimos 12 meses, o diminuição do poder real de compra do produtor foi ligeiramente maior à média dos sete estados pesquisados, chegando em 21%. Essa queda mais acentuada é justificada pelo grande volume de leite produzido no estado neste ano. Nota-se também que a diferença entre os preços máximos e os mínimos está menor neste ano que em 2005 e em 2004. Isso está ocorrendo devido a um certo aumento dos mínimos, mas principalmente por queda dos valores máximos. Importantes bacias leiteiras do País, como em Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo e Bahia os preços em junho praticamente mantiveram-se estáveis em relação a maio, segundo Cepea. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, apesar da estabilidade nas médias estaduais, em algumas microrregiões de Santa Catarina e de São Paulo, a competição por produtores de leite está inflacionando os preços pagos. No Vale do Itajaí (SC), por exemplo, registram-se aumentos nos preços na ordem de 6% em junho frente a maio. Num patamar um pouco menor se encontra a região macrometropolitana de São Paulo, com alta de 2,31%. Vale ressaltar que os preços nesta região paulista estão na média de R$ 0,5567/litro, um dos mais altos do País. Neste período do ano (entressafra), as tomadas de decisões de cooperativas e de laticínios são cruciais para garantir a regularidade na captação de leite. Por esse motivo, os picos de preços tradicionalmente ocorrem em Julho, como mostra o gráfico 1. Em 2005, particularmente, este pico de preços ocorreu mês de junho. ALIMENTAÇÃO ANIMAL: Os custos com a dieta à base de silagem de milho, para vacas de 15 e 30 litros/dia, registraram aumentos significativos de janeiro de 1998 a julho de 2004. Desde então, nota-se uma estabilidade nos custos especificamente para vacas com produção diária de 15 litros. Nos últimos 24 meses, recuaram apenas 1,74%. Já para vacas com produção diária de 30 litros, ocorre uma redução mais significativa nos custos com a dieta, na ordem de 16% de junho de 2004 a junho 2006. Essas reduções nos custos da dieta podem ser atribuídas principalmente às quedas nos preços dos adubos/corretivos (15%) e também do farelo de soja (41%) e do milho (25%) nesses 24 meses – base estado de São Paulo. A diminuição nos custos da dieta está beneficiando, pelo menos por enquanto, os produtores com grau relativamente elevado de tecnologia. Grande parte dos produtores de leite (cerca de 80%) porém, são de pequeno porte. Apesar de numerosos, esses respondem por cerca de apenas 20% da produção nacional. Apesar de as despesas com alimentação estarem “controladas” , o produtor tem enfrentado altas de outros itens importantes dos custos, como mão-de-obra, reajustada em 16,6% em maio – o salário mínimo é referência para reajustes dos salários rurais. (Fonte: CEPEA/ESALQ/USP)

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