CPT - Centro de Produções Técnicas

O ajuste na produção mundial de leite deve sustentar os preços do produto em 2016 tanto no mercado externo como no interno, na avaliação de Rafael Ribeiro, coordenador da Divisão de Pecuária Leiteira da Scot Consultoria. No entanto, segundo ele, o produtor deve ser comedido, pois há uma limitação no setor por causa do impacto da crise econômica no consumo brasileiro e ainda da alta nos custos de produção pela disparada do dólar. O ajuste na oferta internacional de leite em pó ocorreu após a queda na importação chinesa, que levou os preços internacionais a caírem de US$ 5 mil a tonelada para US$ 1,6 mil a tonelada. Com a redução recente de 30% na oferta, os preços subiram para em torno de US$ 2,5 mil a tonelada. No mercado interno, os preços pagos ao produtor tiveram queda de 9,4% em média e o custo de produção subiu 8,8% entre 2014 e 2015, segundo a Scot. "A valorização do leite no período da entressafra, que chegou a 22,2% em 2013 e tinha uma alta média de 15% nos anos anteriores, foi de apenas 6,5% em 2014 e de 9,9% em 2015", disse Ribeiro. Com esse cenário, a oferta de leite no primeiro semestre de 2015 no Brasil foi 1,8% menor ante igual período de 2014, cuja captação tinha subido 5,1% sobre a primeira metade de 2013. Ainda segundo o coordenador de Pecuária Leiteira da Scot Consultoria, a margem para o pecuarista só não foi pior porque no fim do primeiro semestre o custo de produção foi mais baixo, com recuos nos preços de milho, fertilizantes e suplementos. "Mas, no segundo semestre, o cenário é inverso, devendo continuar até o início de 2016", disse. Levantamento junto aos produtores feito pela Scot aponta uma expectativa de queda de preços de 6,9% até o fim do ano.

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