CPT - Centro de Produções Técnicas

De acordo com Airton Spies, secretário de Agricultura do estado de Santa Catarina, ainda não foram identificadas quais marcas que atuam nas regiões Sul e Sudeste utilizaram o leite adulterado por dez empresas de SC e uma do Rio Grande do Sul. O secretário informou, entre outras coisas, que as 11 empresas investigadas injetaram cerca de 300 mil litros de leite contaminado para os mercados do Paraná e de São Paulo por dia. Ainda segundo ele, 4% da produção da bebida em todo o estado de Santa Catarina é proveniente das empresas suspeitas pela adulteração. De acordo com o Ministério Público Estadual de Santa Catarina, foram adicionadas quantidades erradas de sódio, soda cáustica e peróxido sódio, o que alterou a acidez e qualidade do leite, podendo causar intoxicação alimentar e outros problemas mais sérios nos consumidores. O promotor Fabiano Baldissarelli relatou que as 16 pessoas presas pela suspeita da adulteração já estão sendo interrogadas na tentativa de localizar mais envolvidos e outras regiões afetadas. De acordo com o Uol, as 11 empresas presentes na investigação não têm marcas próprias e a produção era destinavada à venda para usinas de beneficiamento, que por sua vez revendiam o produto para supermercados. Estão envolvidas na adulteração, segundo o MP, as empresas Cordilat / SC Foods – Cordilheira Alta/SC, Laticínios Oeste Lat – Coronel Freitas/SC, Agro Estrela – Coronel Freitas/SC, Transportes Irmãos Gris – Formosa do Sul/SC, Cooperativa Agropecuária e de leite Milkfor – Formosa do Sul/SC, GD Transportes – Formosa do Sul/SC, Transportes Douglas – Formosa do Sul/SC, Laticínios Santa Terezinha – Santa Terezinha do Progresso/SC, Laticínios São Bernardino – São Bernardino/SC, Cooperativa Coopleforsul – Formosa do Sul/SC e a Master Milk – Iraí/RS. De acordo com o promotor Mauro Rochemback, responsável pelas investigações no Rio Grande do Sul, as indústrias paulistas não fiscalizam de modo ideal a qualidade do leite que lhes é vendido, mesmo sendo um dos estados que mais recebe leite do restante do país. Rochemback afirmou ainda que o alimento recebe substâncias como água e soda cáustica para aumentar a sua quantidade e esconder a má qualidade. "O leite recebe tratamento para ganhar mais tempo de padronização. Substâncias para deixar ele dentro do padrão de forma que ele vença o tempo de deslocamento até SP. Ele entra na indústria aparentemente bom, mas já recebeu as substâncias", explica o promotor Mauro Rochemback.

Banner CHR Hansen 2020

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here