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Terminou no início da tarde desta quinta-feira, 13, sem nenhum lance para os oito lotes, a primeira etapa do leilão e eletrônico de um total de R$ 110,92 milhões em ativos da massa falida da Indústria de Alimentos Nilza, iniciado na segunda-feira, 10. De acordo com o edital publicado pela Justiça de Ribeirão Preto (SP), sede da companhia, o leilão feito pela internet, no site www.inoveleiloes.com.br, tem uma segunda rodada, iniciada às 14 horas de hoje, com término no mesmo horário de 2 de setembro. Segundo avaliação dos leiloeiros, a crise econômica do País afastou os compradores dos lotes, principalmente grandes empresas que, ao serem consultadas, preferiram não fazer os investimentos no momento. Para cinco dos oito lotes, de valores maiores, os interessados precisam, por exemplo, fazer uma habilitação prévia, além do cadastro online que inclui uma caução de R$ 1 milhão a ser depositada em juízo. O lote 1, de maior valor, segue com lance inicial de R$ 61,726 milhões e inclui uma área industrial com 142,245 mil metros quadrados, além de máquinas, equipamentos, utensílios, veículos e a estrutura da antiga processadora em Ribeirão Preto. A Justiça dividiu esse lote em outros dois lotes: o lote 2 apenas com a terra, com lance inicial de R$ 51,5 milhões, e o lote 3, só com os equipamentos móveis da fábrica, com lance de abertura em R$ 9,034 milhões. O lote 4 é de uma gleba de terra com 100 mil quadrados que foi desmembrada da área original da fábrica e pode ser destinada ao setor imobiliário. O lance inicial para esse lote é de R$ 16,5 milhões. Além dos ativos de Ribeirão Preto, o leilão oferece a unidade de processamento de Itamonte (MG), incluindo imóveis e equipamentos, com lance mínimo de R$ 30,377 milhões, no lote 5. Os lotes 6 e 7 incluem um imóvel, máquinas e equipamentos na cidade de Quartel Geral (MG), com valor de R$ 317,3 mil e o último lote é de uma gleba de terras em Alfenas (MG), com lance inicial de R$ 2 milhões. Em leilão presencial realizado em novembro de 2014, a Justiça arrecadou R$ 16 milhões: R$ 7 milhões com a marca Nilza, vendida à Italac e já de volta ao mercado, e outros R$ 9 milhões da unidade processadora de leite em Campo Belo (MG). Essa unidade foi arrematada pela Novamix, dona da marca Quatá, que já a arrendava. A dívida da companhia com cerca de 5 mil credores é estimada em R$ 650 milhões. Desse total, R$ 23,5 milhões são de credores extraconcursais, os que investiram na Nilza durante a recuperação judicial e têm preferência de recebimento, antes mesmo dos trabalhistas.

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