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A LBR Lácteos Brasil poderá obter cerca de R$ 740 milhões com a alienação de ativos prevista em seu plano de recuperação judicial. A informação foi antecipada ontem pelo Valor PRO, serviço em tempo real do Valor . Na última segunda-feira, o juiz responsável pelo processo de recuperação judicial da companhia de lácteos recebeu propostas de 16 empresas interessadas em adquirir os ativos sujeitos à alienação. Segundo fontes próximas à LBR, considerando as melhores ofertas recebidas para cada uma das chamadas unidades produtivas isoladas (UPIs) ou para um conjunto de UPIs – sem duplicação -, o valor total chega a R$ 740 milhões. Em recuperação judicial desde 2013, a LBR pôs 14 UPIs à venda numa tentativa de voltar a ser viável e de obter recursos para pagar seus credores, com os quais tem dívidas estimadas em R$ 1 bilhão. Entre as empresas que fizeram propostas estão a francesa Lactalis e a venezuelana Unaquita, além de Vigor, Itambé, Italac, Laticínios Bela Vista, Laticínios Montes Belos, Laticínios Deale, Lactojara, Tangará, Marcelinense, Value Bridge, Agricoop, ARC Logística, Colorado (CBA) e Cooperativa Vale do Rio Doce. Houve propostas de interessados para todas as UPIs colocadas à venda. Entre as 14 UPIs há dez unidades fabris e quatro marcas com as quais a LBR atua no mercado, como Poços de Caldas e DaMatta. Segundo pessoas próximas à LBR, alguns desses interessados fizeram proposta para a aquisição de diferentes UPIs, enquanto outros apresentaram diferentes propostas para a compra de diferentes UPIs. As condições ofertadas pelos interessados nos ativos também são variadas. Há propostas que preveem pagamento à vista, outras a prazo e também as que consideram a assunção parcial de dívidas, conforme as fontes. Agora, a LBR vai "harmonizar" as propostas recebidas – conforme ouviu o Valor das mesmas fontes – e as melhores serão avaliadas pela assembleia de credores, no dia 28 de julho. Para que as vendas de ativos sejam concretizadas é preciso a aprovação de credores e também dos acionistas da LBR. A expectativa na LBR é que o valor de R$ 740 milhões, se arrecadado, seja suficiente para atingir os objetivos do plano de recuperação judicial. Em recente comunicado, a empresa informou que a intenção com a venda dos ativos "é adequar a estrutura de capital da LBR ao tamanho de suas operações, preservando empregos e a relação com os produtores de leite". A companhia também conta com a recuperação de créditos de PIS/Cofins da ordem de R$ 500 milhões no decorrer dos próximos anos para voltar a ser viável, apurou a reportagem. As unidades de produção isoladas (UPIs) colocadas à venda pela LBR são: São Gabriel, Garanhuns, São Luís dos Montes Belos, Leitbom, Líder, Tapejara, Fazenda Vila Nova, Barra Mansa, Ibituruna, Cedrense, Boa Nata, Poços de Caldas, Bom Gosto e Gaurama. A LBR, resultado da união entre a Leitbom, controlada pela Monticiano Participações e a Laticínios Bom Gosto, entrou em dificuldades financeiras no fim de 2011, após um crescimento acelerado que gerou um complexo processo de integração.

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