CPT - Centro de Produções Técnicas

Produtos derivados de leite vendidos em Mato Grosso registraram aumento no primeiro semestre de 2014. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), queijos como provolone e muçarela tiveram aumento de 11,05% e 15%, respectivamente, entre os meses de janeiro e maio. Para os analistas, a elevação dos preços pode estar diretamente ligada ao aumento do consumo dos produtos em épocas mais frias em algumas partes do país e também pela elevação do preço da matéria-prima. Para se ter uma ideia, no mês de maio, o preço pago pelo litro de leite ao produtor chegou a R$ 0,85, mais de 2% em relação ao mês anterior. Quando o número de maio é comparado ao mesmo período de 2013, a valorização chega a 15,72%. A produção estadual foi beneficiada neste ano pela ocorrência de chuvas no estado em maio, que garantiu boas condições de pasto com até mesmo o aumento da captação leiteira. Deste ponto de vista, a situação é melhor ainda para o produtor uma vez que a região centro-sul do país, conhecida pela grande produção, se encontra em período de seca. De acordo com o presidente da Associação dos Supermercados de Mato Grosso (Asmat – MT), Kássio Catena, o varejo ainda não sentiu reflexos deste aumento. “Os preços estão estáveis, há sim alguma variação, mas nada significativo para o consumidor. Não há com que se preocupar”, afirma. Se para os supermercados tudo está sob controle, para a indústria este é o começo de uma dor de cabeça. “O preço do litro de leite pago pela indústria está alto e não estamos conseguindo vender toda produção de laticínios. No final, teremos que diminuir o preço ofertado e isso vai acabar, como sempre, no produtor”, diz o presidente do Sindicato dos Laticínios de Mato Grosso (Sindilat), Antônio Bornelli Filho. A Associação dos Produtores de Leite de Mato Grosso (Aproleite – MT) acredita que o melhor preço pago ao produtor se mantém enquanto houver consumo aquecido dos produtos do leite. "Enquanto nós tivermos um preço bom no mercado e consumo, nós teremos a sustentabilidade do preço", aponta Carlos Augusto Zanata, diretor executivo da associação.

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