CPT - Centro de Produções Técnicas

O laticínio Scala deverá investir R$ 60 milhões para diversificar a produção de queijos e instalar câmaras de maturação de queijo parmesão em uma de suas duas unidades localizadas em Sacramento (MG). A intenção da empresa é dobrar a capacidade de maturação da planta, que atualmente é de 220 mil peças.

Serão destinados R$ 40 milhões para as novas câmaras automatizadas para a fabricação de parmesão, que deverão começar a operar até junho. O Scala tem duas unidades em Sacramento e uma em Salitre de Minas, também em Minas Gerais e processa 600 mil litros de leite por dia – 80% de sua capacidade.

Segundo Mauro Gomide, gerente-geral da empresa, os demais R$ 20 milhões servirão para reformas e melhorias nas três unidades.

O laticínio também lançará neste primeiro trimestre queijos muçarela e prato fatiados, com foco no varejo. Até então, o produto era vendido em peças inteiras ao food service. “As novas câmaras terão mais espaço para porcionamento de produtos, para que possamos oferecê-los em diferentes tamanhos”, disse.

Ainda que essas ações sejam voltadas ao varejo, Gomide ressalta que o laticínio busca manter o equilíbrio na participação de food service, consumidor final e atacado na receita.

Em 2019, o Scala ampliou em 5% as vendas e a receita foi 8% maior – a previsão inicial era de crescimento de 10%. “Foi um ano difícil, em que se esperava um aquecimento da economia, com aumento da demanda por lácteos, que não se concretizou”, disse Gomide. “Mas estamos otimistas com a recuperação da economia. Esperamos um aumento de vendas de 8% em volume e de 12% em receita em 2020. O que não crescemos no ano passado, vamos crescer neste”, afirmou o gerente-geral do laticínio.

Ele avalia que os preços da matéria-prima deverão aumentar de 4% a 5%, enquanto no varejo os produtos tendem a permanecer nos mesmos patamares do ano passado. “Se o cenário for de custos superiores a isso, o impacto nos preços ao consumidor poderá aumentar.”

O laticínio ainda investirá R$ 20 milhões nos próximos dois anos em uma estação de tratamento de resíduos onde será produzido biogás para reduzir custos de energia em cerca de 10% e também o impacto ambiental de suas atividades.

As informações são do Valor Econômico.

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