CPT - Centro de Produções Técnicas

Após registrar uma alta recorde em fevereiro, o preço médio global de produtos lácteos ofertados em leilão caiu mais de 20%, para menos de US$ 4 mil a tonelada, segundo a trading GlobalDairyTrade. Um dos motivos da retração é a recente estocagem de leite em pó por parte da China, o que sinaliza um enfraquecimento da demanda. Além disso, houve um aumento da oferta mundial, com a produção se recuperando na Nova Zelândia, após a seca que atingiu o país no ano passado, e também com o clima favorável na Europa, que ajudou a impulsionar em 6% a produção de leite no continente no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. A China tem buscado outros mercados para adquirir produtos lácteos em razão de problemas na indústria de laticínios do país e também por conta do aumento do poder aquisitivo dos chineses. Nos Estados Unidos, os produtores exportaram quantidades recordes em março, mas como outros países aumentaram a produção, o Departamento de Agricultura do país (USDA) prevê que as vendas norte-americanas para o exterior devem recuar no ano que vem. "Neste momento, o clima está bom, as margens são positivas e, por isso, a oferta é alta", disse Nigel Brunel, diretor de mercados financeiros da OM Financial, uma corretora com sede na Nova Zelândia que atua no mercado futuro de leite. O Conselho de Laticínios dos EUA destacou, em relatório, que "o grande apetite da China parece estar saciado com as necessidades de curto prazo atendidas". Segundo o órgão, a China importou 564 mil toneladas de leite em pó, queijo, nata e soro de leite no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 58% ante o mesmo período do ano passado, mas ressaltou que a demanda tem desacelerado nos últimos dois meses.

Banner CHR Hansen 2020

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here