Operação Leite Compensado
CPT - Centro de Produções Técnicas

Quatro réus que respondem por adulteração de leite e produtos lácteos, presos preventivamente no Rio Grande do Sul no começo de julho, tiveram pedidos de liberdade negados pela Justiça, em sessão realizada na 4ª Câmara Criminal nesta quinta-feira (4).

Denunciados pelo Ministério Público após a 11ª fase da Operação Leite Compensado e a 4ª fase da Operação Queijo Compensado, César Moacir Roesler, Clóvis Moacir Roesler, Anete Maria Roesler e Antônio Germano Royer seguirão presos. No pedido de habeas corpus, a defesa alegou a ausência dos requisitos ensejadores da custódia cautelar. Destacou também o histórico empresarial do grupo e a idoneidade da empresa familiar, além das condições pessoais favoráveis de cada um.

Conforme a denúncia, eles acrescentariam água ao leite cru para aumentar o volume, substâncias químicas como água oxigenada e ácido sórbico para aumentar a validade dos produtos, além de amido de milho aos produtos lácteos para também aumentar o volume. Assim, diz o MP, com menos matéria-prima (leite), a lucratividade aumentava. O relator, desembargador Aristides Pedroso de Albuquerque Neto, argumentou em seu voto que o comportamento dos quatro presos revela periculosidade, indicada pelo desprezo e descaso quanto aos efeitos nocivos e deletérios à saúde da população.

Ele também lembrou que a fraude vem ocorrendo há anos nos estados do Sul do país, e que existem organizações criminosas atuando na prática com o objetivo de obter lucro fácil à custa da saúde humana.

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