CPT - Centro de Produções Técnicas

Tipicamente mineiro, mas conhecido nacional e internacionalmente, o famoso queijo minas é tão peculiar que seu feitio artesanal é considerado patrimônio cultural do Brasil desde 2008. E para salvaguardar a prática que retrata a tradição viva de regiões de Minas Gerais e favorecer a melhoria das condições de vida de seus detentores, o Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional (Iphan) realiza, periodicamente, encontros com representantes dos produtores, instituições parceiras e comunidade para discutir e articular ações de proteção a este bem cultural. Assim, no próximo dia 16 de outubro, mais um encontro acontecerá no Iphan em Minas Gerais. Na ocasião, a diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI-Iphan), Célia Corsino, lançará o 11º volume da Coleção Dossiê dos Bens Culturais Registrados, que apresenta o Registro do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas, nas regiões do Serro, da Serra da Canastra e Serra do Salitre / Alto Paranaíba. Os dossiês têm por base os estudos que fundamentaram o registro do bem e refletem as etapas da pesquisa, análise e reconhecimento desse patrimônio. Essa riqueza de detalhes poderá ser conferida na publicação a ser lançada, que ressalta ainda as peculiaridades de sabor do queijo de cada região, já que são distintos, entre outros, os fatores físico-naturais, o modo próprio de fazer, e o tempo de maturação. A Coleção é um dos instrumentos utilizados pelo Instituto para tornar amplamente conhecidos e valorizados os bens registrados de natureza imaterial. Nos dossiês, são apresentados elementos que definem a identidade dos bens culturais, o universo de ocorrência, os grupos sociais envolvidos e as práticas e saberes a eles inerentes. Todos os bens registrados terão seus dossiês publicados nesta coleção.

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