CPT - Centro de Produções Técnicas

Queijo minas é o coringa das dietas: tem pouca gordura, é gostoso e cai bem com qualquer receita. “Queijo branco e peito de peru, você põe no forninho e manda brasa. É uma delícia”, recomenda a dona de casa Tereza Cavalheiro. O prazo de validade todo mundo sabe que é preciso checar, mas como guardar o queijo na geladeira? “Lavo bem lavadinho e coloco numa vasilha com água”, diz uma senhora. Está errado. O jeito certo é manter o queijo sequinho. “Tira o queijo da embalagem e tira o soro. Mantendo o queijo sequinho ou em um pote ou embrulhado em um filme plástico, ele não vai formar aquela levedura, aquela coisa melada por cima”, explica Silmara Figueiredo, representante da Associação Brasileira da Indústria do Queijo. Agora, o que adianta tomar tanto cuidado em casa se o queijo está com problema antes de você comprar? Para tirar a prova, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) resolveu testar amostras de 21 marcas. Foram selecionadas 13 amostras do queijo minas tradicional, três do queijo minas light e cinco do tipo padrão, mais durinho. “Tivemos não-conformidades em relação à forma como o produto era conservado nos pontos-de-venda”, afirma o engenheiro do Inmetro, Paulo Coscarelli. Por lei, o queijo minas não pode ser conservado no supermercado acima de 10ºC, mas dez amostras recolhidas pelo Inmetro estavam expostas em gôndolas com temperatura acima disso. “O queijo minas fresco é quase tão delicado quanto um litro de leite fresco.”, compara Silmara Figueiredo, representante da Associação Brasileira da Indústria do Queijo. Quatro marcas se defendem. Afirmam que a temperatura ideal está indicada na embalagem. Com isso, a responsabilidade pela conservação é do supermercado. “O fabricante de queijo deve, pelo Código de Defesa do Consumidor, acompanhar o seu produto até o ponto de venda”, afirma o engenheiro do Inmetro, Paulo Coscarelli. Seis marcas informam que já pediram aos supermercados mais rigor na manutenção dos queijos. Os testes de laboratório também surpreenderam os técnicos do Inmetro: três bactérias foram encontradas nos queijos. E quem entende de bactérias é o biomédico Roberto Figueiredo, o Doutor Bactéria. Amostras de cinco marcas apresentaram contaminação por coliformes. “Os coliformes fecais são bactérias originadas das fezes. Indicam uma péssima condição sanitária”, alerta o Doutor Bactéria. Amostras de duas marcas estavam contaminadas com estafilococos. “O Estafilococos aureus já é bactéria que provem da saliva, das mãos e de feridas infectadas. Chegando no alimento, ele pode promover, em 24 horas vômitos, náuseas e dor de cabeça bastante intensa”, explica o Doutor Bactéria. Na amostra da marca “Beirão” foi encontrada a bactéria listéria. “A listéria é encontrada nas fezes dos animais e nas fezes do homem, e é a mais grave das três. Para mulheres grávidas, ela pode ocasionar até o aborto”, acrescenta o biomédico Roberto Figueiredo, o Doutor Bactéria. Os fabricantes respondem. A Beirão alega que o resultado do teste é um fato isolado e não compromete a qualidade do produto. As marcas “Keijobon”, “Miranata”, “Montesanina” e “Yema” alegam que o problema foi causado pela má conservação do produto no ponto-de-venda. O Inmetro rebate: a temperatura acima do permitido não causa a contaminação. A marca “Caxambu” diz que não concorda com a metodologia do teste. O Inmetro garante que o teste está rigorosamente de acordo com a legislação e com o Código de Defesa do Consumidor. A marca “Camanducaia” diz que já foram adotadas medidas para solucionar o problema. Conclusão: num primeiro teste, feito em 1997, todos os queijos testados foram reprovados. Este ano, foram 7 das 21 marcas que tiveram problemas. O queijo minas melhorou, mas o Inmetro vai continuar cobrando qualidade dos fabricantes. Clique aqui para ver o Relatório completo do Inmetro sobre os testes. Fonte: TV Globo/Fantástico

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