CPT - Centro de Produções Técnicas

Os preços internacionais dos alimentos registraram a maior queda desde 2010 em janeiro, informou nesta manhã a FAO, agência da ONU para Agricultura e Alimentação. O recuo se deveu sobretudo aos custos mais baixos dos grãos, pressionados por estoques globais maiores. Composto por uma cesta de 73 produtos alimentícios, a inflação dos alimentos medida pela FAO recuou 1,9% no mês passado, para 182,7 pontos, o nível mais baixo desde julho de 2010. O indicador vem caindo mensalmente desde abril do ano passado. De acordo com a agência, o recuo em janeiro foi influenciado pelos estoques robustos, além da valorização do dólar e queda nos preços do petróleo. O índice de preços dos cereais fechou o mês com queda de 3,6% em relação a dezembro, a 177,4 pontos. Desde o pico em junho de 2008, o indicador está 34% mais baixo. Os preços do trigo, especificamente, recuaram 7% na comparação com dezembro, em reflexo direto da oferta maior do produto. Já a inflação dos óleos vegetais registrou queda de 2,9% na comparação mensal, e encontra­-se agora a 156 pontos — o nível mais baixo desde outubro de 2009. Neste caso, além da oferta maior de óleo de soja, devido à safra recorde prevista para este ciclo 2014/15, os preços mais baixos do petróleo também influenciaram o resultado mensal. Isso porque retiraram a atratividade do óleo vegetal para utilização como biocombustível. O índice de preços de carnes, por sua vez, caiu 1,6% em janeiro, para 194,3 pontos. Maior oferta e dólar mais forte explicam esse cenário, diz a FAO. Os preços de laticínios mantiveram-­se estáveis no mês passado, a 173,8 pontos. De acordo com a FAO, o custo mais alto da manteiga acabou ofuscando o recuo no queijo e leite desnatado em pó. O açúcar também permaneceu inalterado quando comparado com os preços cobrados em dezembro — a 217,7.

Banner CHR Hansen 2020

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here