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O índice de confiança do agronegócio (IC Agro) registrou 91,8 pontos no segundo trimestre de 2014, queda de mais de dez pontos percentuais em relação aos primeiros três meses do ano, quando o número era de 102,7 pontos. O índice é medido em uma escala de 0 a 200. O resultado do IC Agro, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), foi divulgado hoje (25/8). “Único setor que ainda resistia à onda pessimista que afeta a economia brasileira, o agronegócio saiu de uma condição neutra/otimista no 1º trimestre para pessimista no 2º trimestre de 2014”, avaliou a Fiesp em nota. Segundo Antonio Carlos Costa, gerente do Departamento do Agronegócio da Fiesp, a queda no índice já era esperada. “Esse resultado pode determinar uma tendência para os próximos meses. A piora na avaliação da economia e a preocupação com os custos de produção são componentes fundamentais para explicá-lo”. Os segmentos da indústria também apresentaram variação negativa no índice. O antes da porteira (insumos agrícolas) caiu de 101,9 para 94,1 pontos e o pós-porteira (empresas de logística, tradings e indústria processadora) alcançou 88,9 pontos, diminuição de 19,8 pontos em comparação com o primeiro trimestre do ano. O índice do produtor agropecuário registrou 93,7 pontos, queda de 3,4 pontos em relação ao trimestre anterior. De acordo com o comunicado, enquanto a confiança do produtor agrícola teve queda de seis pontos, influenciada principalmente por produtores de cana-de-açúcar e laranja, a do pecuário subiu 4,4 pontos, puxada pelo setor leiteiro. Segunda a nota, o preço de venda do produto e a queda dos preços de milho (importante componente da ração animal) foram determinantes para o otimismo do setor pecuário. <b>Investimentos</b> O comunicado afirma que mesmo com a queda no humor do produtor, a intenção de investimentos segue com poucas alterações em áreas como tecnologia/custeio, máquinas e equipamentos, gestão de pessoas e infraestrutura. <b>Focos de preocupação</b> O clima foi apontado na pesquisa como o principal fator de preocupação do agricultor. Para Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB, “essa preocupação ainda reflete os danos causados nos primeiros meses do ano, e se soma aos impactos negativos que estão previstos no próximo ciclo, principalmente para as culturas perenes”. Além do clima, o preço de venda do produto e problemas como a alta incidência de pragas e doenças e a falta de trabalhadores qualificados foram apontados pelos produtores como itens de preocupação.

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