CPT - Centro de Produções Técnicas

As importações argelinas de produtos lácteos somaram US$ 1,91 bilhão no ano passado, um aumento de 69% em relação a 2013, de acordo com o Centro Nacional de Informática e Estatísticas das Alfândegas (CNIS, na sigla em francês). O volume importado chegou a 396 mil toneladas, um crescimento de 43% na mesma comparação. Já as importações de açúcar recuaram 4,74% no ano passado em relação ao ano anterior e ficaram em US$ 861 milhões. Em termos de quantidades, porém, a Argélia comprou do exterior quase 2 milhões de toneladas, um acréscimo de 6,17% sobre 2013. A redução dos gastos com açúcar, ao mesmo tempo em que o volume importado cresceu, é devida à queda do preço do produto no mercado internacional. A abundância de oferta nos principais países produtores – entre os quais o Brasil é o maior – e a baixa dos preços do petróleo, que teve por efeito a diminuição da produção de etanol nas plantas sucroalcooleiras, pressionaram as cotações do açúcar para baixo. No caso do leite, o governo argelino tem adotado medidas de apoio à produção local com o objetivo de limitar as importações. Nesse sentido, o ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Abdelouahab Nouri, disse recentemente que foi implementado um programa para aumentar o rebanho leiteiro nacional e ampliar a área destinada à produção de forragem. A produção argelina de leite passou de 1,2 bilhões de litros em 2000 para 3,5 bilhões em 2014, mas isso ainda não é o suficiente para atender a demanda nacional, estimada em 5 bilhões de litros por ano. As importações totais de alimentos pela Argélia somaram US$ 11 bilhões no ano passado, um aumento de 19% sobre 2013. Do Brasil, as importações argelinas de açúcar somaram US$ 642,4 milhões em 2014, uma redução de 9,2%% em relação ao ano anterior, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) brasileiro. De lácteos, o Brasil exportou à Argélia o equivalente a US$ 32,7 milhões no ano passado, contra zero em 2013.

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