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O juiz Daniel Carnio, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca de São Paulo, homologou ontem a venda de ativos pela LBR-Lácteos Brasil. A alienação dos ativos faz parte do plano de recuperação judicial da empresa de lácteos. O administrador judicial da LBR Ricardo Sayeg, que capitaneou o processo de venda, opinou pela homologação, que ainda não foi publicada. A homologação ocorreu depois que as vendas dos ativos – especialmente para a francesa Lactalis – foram aprovadas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em despacho, no fim de agosto, o juiz havia condicionado a homologação da venda dos ativos à aprovação do negócio com a Lactalis pelo órgão regulador. A razão é que o valor a ser pago pela empresa francesa – de R$ 250 milhões – era considerado o "pilar" da estrutura financeira do conjunto de propostas de compra recomendado pela LBR aos credores. Em 21 de agosto passado, os credores da LBR aprovaram uma combinação de propostas recomendada pela companhia de lácteos para a venda de 14 unidades produtivas isoladas, dentro de seu plano de recuperação judicial. Essa combinação foi considerada a mais favorável pela LBR por permitir a entrada do maior montante de dinheiro à vista no caixa da empresa. Além da Lactalis, adquiriram ativos da LBR a ARC Medical Logística (por R$ 203,3 milhões), a Colorado (por R$ 40,177 milhões), o Laticínios Bela Vista (por R$ 25 milhões), a Cooperativa do Vale do Rio Doce (por R$ 9 milhões) e a Agricoop (por R$ 6 milhões). Com a venda de todas as unidades, a LBR vai arrecadar um montante total de R$ 533,477 milhões.

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