CPT - Centro de Produções Técnicas

Um projeto com sede em Minas Gerais, desenvolvido por quatro sócios para atender à crescente demanda nacional por animais da raça guzerá, vem apresentando resultados positivos. O Seleção Guzerá Agropecuária – Marca S nasceu há três anos com o objetivo de intensificar o potencial genético da raça, melhorando a produtividade e a qualidade dos rebanhos tanto para produção de leite quanto para a de carne. Testes concluídos recentemente com bovinos do projeto confirmaram as vantagens do guzerá e do cruzamento desta com outras raças, como nelore e holandês. Antônio Pitangui Salvo, Joaquim Martino Ferreira, Geraldo Melo Filho e José Augusto Silveira identificaram há três anos uma demanda crescente por animais da raça guzerá e se uniram com o plano de atender esse mercado. "Detectamos uma dificuldade de escala no mercado brasileiro para a aquisição de animais da raça guzerá e, ao mesmo tempo, uma demanda aquecida, já que o cruzamento do guzerá com nelore ou holandês, por exemplo, gera animais rústicos, adaptados ao clima brasileiro, com precocidade e alta produtividade tanto para leite como para carne. Resolvemos apostar neste projeto, que tem dado certo", informou Antônio Pitangui de Salvo. Anualmente, são negociados cerca de 1,5 mil animais e a tendência é ampliar a oferta ao longo dos próximos anos. A Fazenda Canoas, em Curvelo, na região Central do Estado, é a sede do projeto, que também é desenvolvido em outras regiões do país nos mesmos moldes da sede – mão de obra qualificada, infraestrutura adequada, plantel selecionado, modernas técnicas de fertilização in vitro e rigoroso padrão de qualidade. Segundo Salvo, o objetivo é produzir animais de alta genética em escala e atender à demanda de produtores interessados na produção de leite e de carne. Tanto os tourinhos como as fêmeas têm preços acessíveis e podem ser o diferencial no rebanho. Os preços dos animais variam entre R$ 4 mil e R$ 6 mil. Investimento que para o sócio do projeto Joaquim Martino Ferreira vale a pena e gera excelente retorno. "Os pecuaristas que investem na melhoria genética do rebanho utilizando animais da raça guzerá conseguem ampliar a produtividade, a precocidade e a qualidade dos produtos, seja ele a carne ou o leite. Os retornos dos nossos clientes têm sido muito positivos e a maioria vai continuar investindo na raça", destaca. Testes – Segundo Martino, o guzerá possui inúmeras vantagens como rusticidade, precocidade, alta taxa de fertilidade e de conversão de alimentos em quilos de carne. Em provas recentes de ganho de peso, monitoradas e auditadas por instituições e entidades renomadas na área, foram comprovados os benefícios do trabalho desenvolvido pelo projeto Marca S. Durante dez meses, os bezerros guzerá testados ganharam, em média, 770 gramas por dia, o dobro da média das outras raças zebuínas criadas no mercado brasileiro. Os resultados tornam-se ainda mais expressivos quando apresentam uma raça – com dupla aptidão (leite e corte) e criada a pasto – que, com menos de dois anos de idade, atinge o ponto de abate, o equivalente a 18 arrobas.  a metade do tempo necessário para a maioria dos bovinos. Os resultados se devem ao grande potencial de conversão dos animais, o que é fundamental para a competitividade da pecuária, já que a nutrição é um aspecto importante e caro na criação de gado, representando cerca de 70% dos gastos. "Para ter competitividade, reduzir os custos e aproveitar melhor os recursos disponíveis, é fundamental que o produtor busque uma raça adaptada às pastagens brasileiras e capaz de converter mais rapidamente o alimento em peso. O guzerá atende perfeitamente a essa demanda", ressalta Martino.

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