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A greve dos fiscais federais agropecuários do Brasil entrou no sexto dia nesta terça-feira, elevando os prejuízos de exportadores e importadores de produtos agropecuários e bens manufaturados, com a paralisação dos trabalhadores retendo 7 mil contêineres no porto de Santos, o principal do país. A informação consta de nota divulgada pelo Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) nesta terça-feira. "Em dias normais, os fiscais federais agropecuários atendem, em média, cerca de 2 mil contêineres. Com a greve, a demanda acumulou", afirmou o sindicado, referindo-se ao porto de Santos. Associações de exportadores de cereais e de carnes afirmaram à Reuters, na última sexta-feira, que a greve estava afetando exportações. Além de granéis, como soja, farelo de soja e milho, a paralisação afeta a movimentação de defensivos agrícolas, fertilizantes, produtos veterinários, bebidas e outros alimentos frescos e congelados, em geral. De acordo com o sindicato, os contêineres também são retidos, ainda que não tenham cargas de origem agropecuária, porque é necessária a inspeção de paletes e embalagens de madeira de produtos da indústria automotiva, petroquímica, química, de vestuário, eletrodomésticos, entre outros. Segundo o sindicato, a greve teve a adesão de 70 por cento da categoria. Além dos portos, a paralisação atinge aeroportos, postos de fronteira e as atividades em frigoríficos de carnes, que não estão recebendo a emissão da certificação internacional para exportações. Os fiscais disseram que apenas mantêm serviços essenciais para a saúde pública e a sanidade animal e vegetal. A categoria informou que decidiu pela paralisação após tentativas de negociação com o governo federal pela reposição das perdas salariais decorrentes da inflação dos últimos anos. O sindicato afirmou que o governo ainda não fez proposta aos trabalhadores. Na quarta-feira, representantes da Anffa Sindical estarão reunidos com servidores do porto de Santos para avaliar a greve e definir estratégias do movimento. <b>Paralisação entra no sexto dia</b> No sexto dia de paralisação dos Fiscais Federais Agropecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, não houve qualquer proposta por parte da administração federal para análise da categoria que poderia por fim ao movimento paredista. A greve nacional foi deflagrada pelo sindicato da carreira na quinta-feira (17) com uma pauta reivindicatória que inclui a recomposição do quadro de pessoal via concurso público, defesa da meritocracia na ocupação dos cargos comissionados do MAPA, contra a terceirização/privatização do Serviço de Inspeção Federal e reposição salarial devido às perdas inflacionárias. Considerando que aproximadamente 56% dos Fiscais Federais Agropecuários na ativa já têm condições de se aposentar, que o governo ameaça retirar os incentivos para manter esses servidores e estando os concursos públicos suspensos, o risco é iminente de falta de efetivo para a realização das atribuições do fiscal no trânsito internacional e segurança alimentar dos produtos agropecuários. No momento que o país necessita mais que nunca das exportações do agronegócio, chega a ser um contracenso da administração ignorar aquele que é responsável por garantir os acordos sanitários internacionais. Até data de ontem (21), no estado de Mato Grosso do Sul, o comando de greve da Delegacia Sindical MS registrava, desde o início da mobilização,149 caminhões parados ou com trânsito comprometido no pátio dos frigoríficos e postos de vigilância agropecuária de fronteira que representam 1.500 toneladas de produtos vegetais e 2.290 toneladas de produtos de origem animal que deixaram de ser exportados ou liberados para entrar no país. Além disso, dezenas de processos de liberação ou autorizações de transporte de produtos agropecuários estão com suas análises suspensas. Cargas vivas e produtos perecíveis continuam com a tramitação normal para liberação e os serviços essenciais à garantia da saúde pública e da sanidade animal e vegetal estão mantidos. A greve é por tempo indeterminado até que haja uma proposta por parte do governo federal que possa ser avaliada pela categoria.

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