A produção de queijo muçarela no Ceará acaba de ganhar um novo estímulo para elevar os números do setor. Uma medida com benefícios fiscais para a indústria local foi anunciada pelo Governo do Ceará, por meio do decreto 33.753, publicado no Diário Oficial do Estado. A decisão prevê o fortalecimento do segmento, atração de novas indústrias e a geração de novos empregos.
 
Conforme o decreto, os estados de Alagoas e da Bahia já concedem crédito presumido ao estabelecimento industrial na saída interna ou interestadual de produtos derivados do leite. Sendo assim, o Governo do Ceará consolida e regulamenta a legislação do Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).
 
A mudança se deu após uma articulação da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), atendendo solicitação da Câmara Setorial do Agronegócio, com apoio da Câmara Temática do Leite. “Foi por meio das câmaras que o pleito ganhou força e apoio junto à Sedet, que prestou total apoio através do secretário Maia Junior e do secretário executivo do Agronegócio, Sílvio Carlos Ribeiro. Mesmo em meio à pandemia, foram realizadas reuniões online e os esforços não foram medidos para a obtenção de êxito na demanda. O incentivo é importante para o Ceará pois temos uma grande produção de leite e agora é a vez do mercado absorver”, comenta o presidente da Adece, Eduardo Neves.
 
De acordo com o secretário executivo do Agronegócio da Sedet, Sílvio Carlos Ribeiro, de 2018 para 2019, o Ceará obteve mais de 15% de crescimento na produção de leite, quando encerrou o ano cm 817 milhões de litros. “A meta é chegar a 1 bilhão de litros de leite por ano. E agora, com a muçarela, vamos conseguir”, completa.
 
Sílvio justifica ainda o crescimento da produção graças ao preparo de toda a cadeia produtiva. “O setor foi muito bem resolvido no campo, teve uma adaptação das tecnologias já existentes, melhoramento genético do rebanho e a palma forrageira contribuiu bastante para melhoramento dos rebanhos. Houve uma ação muito forte do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) com assistência técnica e gerencial nas propriedades. O produtor está muito mais bem focado na administração do seu rebanho e da sua propriedade rural. A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri), por meio do Serviço de Inspeção Municipal (SIE) e do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI), vem estimulando melhorias na qualidade do leite por parte dos produtores e da indústria”, explica.
 
Atualmente, o queijo muçarela é o mais consumido no Ceará. O benefício prevê o aumento da produção do derivado do leite, melhor absorção do produto pelo mercado, causando melhoria no preço para o produtor, consumidor e atração de novas indústrias.
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