CPT - Centro de Produções Técnicas

Pensou em queijo já vem logo Minas Gerais à cabeça. O Estado é tradicionalmente conhecido pela produção de queijo no Brasil, tanto do Queijo Minas Artesanal (QMA), como também de Queijos Artesanais Mineiros (QAM) sem contar os inúmeros queijos produzidos pela indústria mineira. Estima-se que MG é responsável por 25% da produção nacional.

 

Minas Gerais tem 7 regiões produtoras de Queijo Minas Artesanal: Araxá, Canastra, Campos das Vertentes, Cerrado, Serra do Salitre, Serro e Triângulo Mineiro, que produzem o queijo com leite cru,  pingo (fermento lácteo natural) e sal.

 

No dia 16 de Junho de 2020 o Governo de Minas publicou duas portarias que reconhecem Alagoa, como município produtor do Queijo Artesanal de Alagoa e os municípios de Aiuruoca, Baependi, Bocaina de Minas, Carvalhos, Itamonte, Liberdade, Itanhandu, Passa Quatro e Pouso Alto como produtores do Queijo Artesanal Mantiqueira de Minas.

 

É uma grande alegria pra nós do IMA publicarmos estas portarias que são resultado de um trabalho de caracterização feito com muito apreço pela EMATER-MG, que é nossa co-irmã na Secretaria da Agricultura. Desejamos sucesso aos produtores destas regiões!” diz o Dr. Thales Almeida Pereira Fernandes, Diretor do Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA. “Agora vamos trabalhar incansavelmente para o Regulamento de Identidade e Qualidade destes queijos, para em breve, termos estes queijos comercializados em Minas Gerais e em todo território nacional” comenta Fernandes.

 

Feito este regulamento será possível aos produtores destas duas regiões pleitear junto ao IMA o registro das queijarias para obtenção do SISBI – Serviço de Inspeção Brasileiro e/ou Selo ARTE. Com um destes dois selos é permitida a venda em todo Brasil.

 

Faltam palavras pra agradecer a Deus por esta conquista que vai beneficiar a todos! É fruto de muito trabalho de muita gente do bem envolvida e diversas instituições comprometidas com esta causa.” comemora Osvaldo Martins de Barros Filho, fundador da Queijo d’Alagoa-MG, no município de Alagoa.

 

Osvaldo iniciou o contato com a EMBRAPA em 2010 para desenvolver junto à Prefeitura de Alagoa uma pesquisa sobre o queijo, até então chamado de parmesão. “Nosso queijo não é parmesão. No Brasil o parmesão é feito em grande escala pela indústria com leite pasteurizado, com conservante e corante. Nosso queijo é artesanalmente feito com leite cru, em pequenas quantidades, sem conservante, sem corante. E o grande diferencial é o terruá que torna o Queijo Artesanal Alagoa único, ímpar e singular” explica.

 

Entenda todo caminho percorrido aqui.

 

As Portarias 1985 e 1986 de 16 de Junho de 2020 são marcos importantes para a vida de centenas de famílias produtoras de queijo. São instrumentos legais necessários para dignificar a arte de produzir queijo e reconhecer o trabalho destas pessoas. Devido a pandemia não foi possível o Governo de Minas realizar uma cerimônia para celebração.

 

Outras regiões também estão no mesmo processo de reconhecimento: região de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha; Entre Serras, nas proximidades de Barão dos Cocais; Serra Geral; Vale do Jequitinhonha (queijo cabacinha); Suaçuí e Serras do Ibitipoca.

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